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Data de criação:

access_time 01/02/2021 - 13:55

Data de atualização:

access_time 01/02/2021 - 16:55
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Lendo um dos livros mais atuais de Joseph E. Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia em 2001, me deparei com algumas considerações que gostaria de recortar para nossos leitores. O autor fala muito da postura do agora ex-presidente Donald Trump, e que possivelmente pode ser objeto de processo de impeachment nos EUA, ainda que demorado. Se vislumbrarem alguns pontos de correspondência, podem acreditar que não são meras coincidências. O livro de Stiglitz tem o título: “Povo, Poder e Lucro”.

 

– “Desde o início da campanha, e especialmente depois de se tornar presidente, Donald Trump foi muito além da tradicional agenda econômica “conservadora”. De diversas maneiras, como vimos, ele  é um revolucionário: atacou vigorosamente as instituições sociais através das quais tentamos adquirir conhecimento e determinar a verdade. Seus alvos incluem as universidades, a comunidade científica e o poder judiciário. Seus ataques mais brutais foram contra a mídia, que ele rotulou de “fake news”. A ironia é que, para a mídia, a verificação dos fatos desempenha o papel central, ao passo que Trump mente descaradamente em bases regulares.”

 

-“Esses ataques são não apenas inéditos nos EUA como também corrosivos, minando a democracia e a economia. Embora cada peça do ataque seja bem conhecida, é crítico compreender o que motiva e a amplitude de seus alvos.”

 

-“É especialmente nesse contexto que o apoio da comunidade empresarial ao presidente Trump parece tão cínico e desencorajador, em especial para aqueles que tem lembranças, mesmo esmaecidas, da ascensão do fascismo na década de 1930. “… O sucesso de Trump teve por base a formação de uma coalizão com a comunidade empresarial, do mesmo modo que naquela época, os fascistas só chegaram ao poder por causa do apoio de uma ampla aliança conservadora que incluía a comunidade empresarial.”

 

Ataque ao Judiciário: ”Em qualquer sociedade, há disputas e, quando as partes discordam, sejam elas dois indivíduos, duas corporações ou indivíduos e seu governo, a tarefa dos tribunais é determinar a verdade, nos limites do possível.” “…Quando os tribunais publicam decisões das quais Trump não gosta, ele se refere aos “assim chamados juízes”, com desdém pelo judiciário, demonstrado majoritariamente por sua disposição em indicar juízes desqualificados: um dos indicados nem sequer tinha experiência com julgamentos.”

 

-“E, no entanto, Trump tentou cortar o financiamento governamental para a pesquisa básica no orçamento de 2018, a reforma fiscal republicana taxou algumas universidades privadas sem fins lucrativos, muitas das quais foram centrais de avanços do conhecimento essencial, tanto para a elevação dos padrões de vida, quanto para a criação da vantagem competitiva americana.”

 

-“Que Trump e sua turma têm interesse em subverter a verdade não é surpresa. Mas é preciso perguntar, com tanta coisa em jogo, incluindo nossa democracia e os avanços nos padrões de vida que marcaram os últimos 250 anos, por que esse ataque orquestrado contra instituições e ideias que fizeram tanto por nossa civilização parece encontrar ressonância entre tantas pessoas?”

 

-“As elites prometeram que a redução dos impostos para os ricos, a globalização e a liberalização do mercado financeiro levariam a um crescimento mais rápido e estável do qual todos se beneficiariam. A disparidade entre o que foi prometido e o que realmente aconteceu foi evidente, assim, quando Trump rotulou as eleições como “fraude”, isso encontrou ressonância.”

 

Alvaro Bandeira é sócio e economista-chefe do banco digital modalmais

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