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FEBRABAN: Carteira Total de Crédito deve crescer 7,3% em 2021

Data de criação:

access_time 10/02/2021 - 11:17

Data de atualização:

access_time 10/02/2021 - 11:17
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A Carteira Total de Crédito deve apresentar crescimento de 7,3% em 2021 em relação ao ano anterior, impulsionada, principalmente, pelas linhas com recursos livres dos bancos. É o que aponta a primeira edição do ano da Pesquisa FEBRABAN de Economia Bancária e Expectativas. O percentual sinaliza a tendência de melhoria na avaliação do cenário se comparada com a registrada na edição da pesquisa realizada em dezembro, cuja projeção de crescimento para a carteira total era de 7,0%.

“Mesmo num cenário de grandes incertezas, elevado aumento do risco e de aguda retração econômica, o crédito, em 2020, funcionou como um muro de contenção e os bancos irrigaram a economia com forte expansão de sua carteira. Neste ano, o crédito continuará a ser fator relevante para impulsionar os negócios e alavancar a retomada das atividades. 2021 deve ser um ano igualmente desafiador, mas com boas expectativas de crescimento também robusto do mercado de crédito, liderado pelas linhas com recursos livres, que devem crescer novamente perto de dois dígitos”, avalia Isaac Sidney, presidente da Febraban.

O bom desempenho do mercado de crédito deve dar tração à atividade econômica. Para 47,6% dos analistas ouvidos, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 deve crescer entre 3% e 3,5%. Já 38,1% dos respondentes enxergam um cenário ainda mais otimista, com crescimento do PIB superior a 3,5%.

A Pesquisa FEBRABAN de Economia Bancária é feita a cada 45 dias com instituições financeiras, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O levantamento, realizado entre os dias 27 de janeiro e 2 de fevereiro, reuniu as percepções de 21 instituições financeiras sobre a última ata do Copom e as projeções para o desempenho do mercado de crédito para o ano corrente e o próximo. O número de instituições é 31% maior que os 16 ouvidos em dezembro.

A melhora na projeção de crescimento para a carteira total se apoia, principalmente, na expectativa mais positiva para as linhas com recursos livres, cuja expansão prevista subiu de 9,6% (na pesquisa de dezembro) para 9,9%. Esse bom desempenho é fruto tanto do crédito PJ, que teve o crescimento esperado previsto de 9,2% para 9,3%, quanto do crédito PF, de alta de 9,9% para 10%.

Redução da inadimplência

Houve melhora também na projeção para a taxa de inadimplência desta carteira, que recuou de 4% (edição de dezembro) para 3,7%. A inadimplência das linhas de crédito livre fechou 2020 em 2,9%, menor nível da série histórica, após uma atuação proativa dos bancos num robusto programa de repactuação. Para 2021, a expectativa é o retorno para o patamar de inadimplência do fim de 2019.

“Apesar de os analistas esperarem aumento da inadimplência, a elevação não deve ser tão significativa quanto se acreditava no início da pandemia”, explica o economista-chefe da FEBRABAN, Rubens Sardenberg.

No caso do crédito direcionado, após expressiva alta em 2020, especialmente em função dos programas públicos de crédito para micro e pequenas empresas, espera-se uma acomodação da carteira. O crescimento previsto para essa modalidade de crédito é de 3,7% em relação a 2020. Percentual ligeiramente maior do que os 3,4% registrados na pesquisa de dezembro.

Para 2022, a expectativa de crescimento da carteira total ficou em 6,9%. Semelhante ao esperado para este ano (7,3%). A expansão deve ser liderada pela carteira com recursos livres, que deve apresentar um desempenho 8,7% superior ao de 2021.

Taxa Selic deve fechar 2021 em 3,75% a.a.

O início do processo de elevação da taxa básica de juros não deve ser imediato, aponta a Pesquisa FEBRABAN de Economia Bancária e Expectativas. Para 61,9% dos analistas dos bancos ouvidos, O Copom deve iniciar o ciclo de elevação da taxa Selic apenas na reunião de maio, que ocorrerá nos dias 4 e 5.

A trajetória esperada pela mediana das projeções coletadas pelo levantamento aponta alta de 0,25 pp da Selic nas reuniões de maio, junho e agosto. Esse movimento ganharia força no encontro de setembro, quando a taxa subiria em 0,5 pp. Para o fim do ano, a projeção mediana é de 3,75% aa.

No entanto, mesmo que a Selic suba para 3,75% aa, ela ainda estaria perto de zero em termos reais e abaixo do que a maioria dos analistas considera como a taxa neutra da economia brasileira.

 

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