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INDICADORES: Resumo Econômico para quarta-feira

Data de criação:

access_time 15/04/2020 - 11:41

Data de atualização:

access_time 15/04/2020 - 11:41
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Acompanhe o resumo da agenda econômica desta quarta- feira (15/04) e que está direcionando o mercado global. O destaque fica para a queda nas vendas do varejo dos Estados Unidos.

ÁSIA

Na Austrália, o Índice de Consumidores do Instituto Westpac-Melbourne mostrou queda de 17,7% para 75,6 em abril, de 91,9 em maço. O declínio é o maior mensal único nos 47 anos da história da pesquisa, levando o Índice além da GFC baixos níveis observados apenas durante as profundas recessões do início dos anos 90 (64,6) e início dos anos 80 (75,5).

EUROPA

Na França, em março de 2020, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,1% em um mês, depois da estabilidade no anterior. Os preços dos produtos manufaturados aceleraram (+ 1,4% após + 0,2%), devido ao final das vendas de inverno em fevereiro. Os preços do tabaco aumentaram 6,6%, devido a um aumento de impostos. Por outro lado, a queda nos preços da energia foi mais acentuada (-3,9% após -2,0%), na sequência dos preços dos produtos petrolíferos. Os preços dos serviços caíram 0,2% após + 0,2% em fevereiro. Finalmente, os preços dos alimentos caíram 0,1%, após estabilidade no mês anterior. Com ajuste sazonal, os preços ao consumidor caíram 0,6% em março, após -0,1% em fevereiro. Os dados são do INSEE.

CANADÁ

No Canadá, o Banco Central disse nesta quarta-feira que o surto de coronavírus deve provocar a maior desaceleração canadense de todos os tempos, mas suspendeu suas previsões econômicas regulares, citando uma incerteza excepcional sobre as perspectivas.

O banco central manteve as taxas de juros estáveis ​​em 0,25% conforme o esperado, adicionou títulos provinciais e corporativos ao seu programa de flexibilização quantitativa e disse que “está pronto para ajustar a escala ou a duração de seus programas, se necessário”.

Em seu relatório trimestral de política monetária, o banco descreveu dois cenários de recuperação nos quais o produto interno bruto real (PIB) diminuiria. Estima-se que o PIB real caia de 1% a 3% no primeiro trimestre e contrairia de 15% a 30% no segundo trimestre, ambos em comparação com o quarto trimestre de 2019.

“Apesar de um alto nível de incerteza, essas estimativas sugerem que a desaceleração de curto prazo será a mais acentuada já registrada”, disse o banco, explicando que havia diminuído suas previsões “dada a incerteza em torno das perspectivas”.

A taxa geral de inflação deve cair para cerca de 0% no segundo trimestre de 2020, em grande parte devido a uma queda acentuada nos preços do gás, disse o banco central.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, as vendas no varejo sofreram uma queda recorde em março, com o fechamento obrigatório de negócios para controlar a propagação da pandemia de coronavírus. O Departamento de Comércio mostrou que as vendas no varejo caíram 8,7% em março, o maior declínio desde que o governo começou a acompanhar a série em 1992, depois de uma queda de 0,4% revisada em fevereiro.

Os gastos do consumidor representam mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos e cresceram a um ritmo de 1,8% no quarto trimestre, com a economia geral expandindo a uma taxa de 2,1% durante esse período.

Nos Estados Unidos, a atividade comercial despencou no estado de Nova York, de acordo com as empresas que responderam à pesquisa Empire State Manufacturing de abril de 2020. O principal índice geral de condições de negócios despencou 57 pontos para -78,2, o nível mais baixo da história da pesquisa – por uma ampla margem. Como forma de comparação, o nível mais baixo que esse indicador alcançou antes de abril foi de -34,3 durante a Grande Recessão.

Até 7% relataram que as condições melhoraram ao longo do mês, enquanto 85% relataram que as condições pioraram. O índice de novos pedidos caiu 57 pontos para -66,3, e o índice de embarques caiu 66 pontos para -68,1, indicando um declínio acentuado nos pedidos e nas remessas. Os prazos de entrega eram mais longos e os estoques eram modestamente mais baixos.

Os indicadores do mercado de trabalho foram extremamente fracos. O índice de número de funcionários caiu 54 pontos para -55,3, com quase 60% dos entrevistados indicando níveis mais baixos de emprego. O índice médio da semana de trabalho caiu para -61,6, com 65% relatando semanas mais curtas. O índice de preços pagos caiu 19 pontos para 5,8, indicando uma desaceleração nos aumentos dos preços dos insumos, enquanto o índice de preços recebidos caiu para -8,4, apontando para uma queda nos preços de venda pela primeira vez desde 2016.

Nos Estados Unidos, a produção industrial caiu acentuadamente em março, quando a pandemia de coronavírus interrompeu as cadeias de suprimentos e derrubou a demanda por uma variedade de bens e serviços.

A produção, uma medida da indústria, de mineração e de serviços públicos, caiu 5,4% em março, com ajuste sazonal em relação ao mês anterior, informou o Federal Reserve. A produção industrial, o maior componente indústria, diminuiu 6,3% em março em relação ao mês anterior. Excluindo veículos e peças, a produção industrial caiu 4,5% no mês passado.

A produção de mineração diminuiu 2%. A indústria de petróleo e gás foi atingida pela queda dos preços, juntamente com a queda na demanda, já que os pedidos de estadia em casa levam os americanos a dirigir menos. A produção de utilidades caiu 3,9%.

A capacidade de utilização, que reflete o quanto as indústrias estão produzindo em comparação com o que elas poderiam produzir potencialmente, diminuiu 4,3 pontos percentuais, para 72,7% em março. Economistas esperavam uma leitura de 73,7%.

A produção industrial de fevereiro foi revisada para um aumento de 0,5%, em comparação com uma estimativa anterior de um aumento de 0,6%.

Nos Estados Unidos, refletindo os efeitos crescentes da pandemia de COVID-19, a confiança dos construtores no mercado de residências unifamiliares recém-construídas caiu 42 pontos em abril para 30, de acordo com o mais recente índice do mercado imobiliário NAHB / Wells Fargo (HMI) divulgado hoje. O declínio em abril foi a maior mudança mensal única na história do índice e marca a menor leitura de confiança do construtor desde junho de 2012.

Nos Estados Unidos serão apresentados os estoques de petróleo e o Livro Bege.

BRASIL

No Brasil, o índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,13% em abril. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,64%. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,88% no ano e de 6,73% em 12 meses. Em abril de 2019, o índice havia registrado elevação de 1,00% no mês e alta de 8,46% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,52% em abril. No mês anterior, o índice havia registrado alta de 0,92%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram -0,09% em abril, após alta 1,03% em março. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -3,85% para -19,21%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,64% em abril. No mês anterior, a taxa foi de 0,87%.

A taxa do grupo Bens Intermediários variou de -0,44% em março para -0,08% em abril. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,22% para 2,87%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 2,76% em abril, ante 0,93% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 2,30% em março para 4,94% em abril. As principais contribuições para este avanço partiram dos seguintes itens: minério de ferro (1,03% para 13,19%), soja (em grão) (2,16% para 8,58%) e café (em grão) (5,73% para 11,74%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens bovinos (4,47% para -2,61%), aves (3,53% para -4,17%) e algodão (em caroço) (6,19% para 1,64%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,33% em abril. Em março, o índice havia registrado queda de 0,03%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (0,54% para 1,44%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 5,77% para 11,94%.

Tradução ID de relatórios oficiais

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