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Operações de Crédito entre março e junho somam R$1,1 trilhão, diz Febraban

Data de criação:

access_time 29/06/2020 - 15:09

Data de atualização:

access_time 29/06/2020 - 15:09
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As concessões de crédito para o período de 01 de março a 19 de junho de 2020 já somam R$ 1,116 trilhão, incluindo contratações, renovações e suspensão de parcelas. Estes dados incluem os números oficiais já divulgados pelo Banco Central (BC) para os meses de março, abril e maio, que atingiram R$ 981,2 bilhões, considerando o total das operações de crédito.

No levantamento, também estão incluem dados consolidados pela FEBRABAN para até o dia 19 de junho, neste caso, considerando apenas as operações no segmento livre de crédito para PJ, que já somam 135,5 bilhões. No caso de PF, os números de junho consideram o imobiliário, mas não as operações de crédito rotativo.

Além disso, no período de 16 de março a 19 de junho, o setor já renegociou 11,3 milhões de contratos com operações em dia, que têm um saldo devedor total de R$ 666,4 bilhões. A soma das parcelas suspensas dessas operações repactuadas totaliza R$ 80,9 bilhões. Esses valores trazem alívio financeiro imediato para empresas e consumidores, que passaram a ter uma carência entre 60 a 180 dias para pagar suas prestações, sendo que a maioria dos agentes beneficiados com prorrogação de parcelas é representada por pequenas empresas e pessoas físicas (R$ 44,5 bilhões).

Os números de março a maio de 2020 ante o mesmo período de 2019 apontam para um crescimento importante das operações de crédito para pessoa jurídica (22%), ainda que, agora, com tendência declinante, refletindo a desaceleração progressiva da atividade, que deve apresentar o seu vale no segundo trimestre.

Na comparação entre março a junho de 2019 com o período de 16 de março a 19 de junho de 2020 (desde quando a OMS declarou a pandemia), houve alta significativa nas concessões para Pessoa Jurídica no segmento livre (PJ), de 43,4%, considerando a média por dia útil para cada período.

Isso ocorreu em razão do expressivo aumento na demanda por crédito bancário no início da crise, por conta da forte incerteza do cenário econômico, da redução das operações no mercado de capitais e do cancelamento de linhas de financiamento externo para o Brasil.

No caso das famílias, nota-se uma esperada retração da demanda por novas contratações, em linha com a queda da atividade econômica decorrente da estratégia de distanciamento social. Lembre-se que os números já divulgados pelo IBGE registraram um recuo de 1,5% do PIB do 1T deste ano na comparação com o 4T de 2019 e as estimativas de mercado indicam que, no 2T de 2020, a queda pode ser superior a 10%, o que deve impactar fortemente na demanda por crédito.

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