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PMI do Brasil fica em 58,2 pontos em julho, diz IHS/Markit

Data de criação:

access_time 03/08/2020 - 17:22

Data de atualização:

access_time 03/08/2020 - 17:22
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O Índice Gerente de Compras – PMI do IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, registrou 58,2 em julho, seis pontos acima do valor de 51,6 observado em junho, e acima da marca de 50,0, indicativa de ausência de mudanças, pelo segundo mês consecutivo. Além disso, o PMI registrou o seu nível mais alto na história da pesquisa, que teve início em fevereiro de 2006.

Foi relatado um aumento nítido na demanda interna que motivou o segundo crescimento mais acentuado de novos pedidos registrados até hoje (ultrapassado apenas pelo de janeiro de 2010).

Houve uma nítida aceleração no crescimento do setor industrial brasileiro em julho, com um aumento recorde na produção sendo sustentado pelo crescimento mais acentuado de novos pedidos desde o início de 2010. A demanda se fortaleceu em sintonia com o prosseguimento da reabertura da economia depois da paralisação causada pela pandemia da COVID-19. O grau de otimismo em relação ao futuro melhorou, atingindo o seu nível mais elevado de 2020 até agora, ao mesmo tempo em que, pela primeira vez em cinco meses, foram criados empregos.

Menos positivas foram as tendências dos preços. A inflação de custo de insumos se acelerou e atingiu o seu nível mais elevado até agora, impulsionada pelo aumento dos preços de metais e por taxas de câmbio desfavoráveis. Como resultado, os preços cobrados foram aumentados substancialmente.

“Uma expansão recorde da economia industrial brasileira em julho ajudou bastante a fechar a brecha considerável que surgiu na produção, quando comparada com os níveis observados antes da intensificação da COVID-19. As tendências positivas para os volumes de produção e de novos pedidos também estão ajudando a intensificar o grau de otimismo em relação ao futuro, com mais de 80% dos entrevistados prevendo um crescimento sustentado durante os próximos meses. Isto tem ajudado a encorajar as empresas a readmitir pessoal, já que as operações de fábrica estão sendo aumentadas”, disse  o diretor de economia do IHS/Markit, Paul Smith.

Os entrevistados citaram amplamente a abertura em andamento da economia como sendo o principal fator sustentando o crescimento, mas principalmente no mercado interno. Segundo os dados mais recentes, a demanda para exportação continuou a se enfraquecer, com as vendas para clientes estrangeiros diminuindo pelo décimo primeiro mês consecutivo. No entanto, o crescimento acentuado no total de novos pedidos levou ao aumento mais forte da produção industrial registrado pela pesquisa até agora.

O crescimento foi considerável e o aumento das necessidades de produção ajudou a explicar um aumento forte na compra de insumos ao longo do mês. Contudo, os estoques de compras ficaram quase inalterados, e as empresas também continuaram a diminuir os seus estoques de produtos acabados à medida em que se esforçavam para lidar com o aumento acentuado nas vendas.

De fato, a capacidade esteve sob certa pressão ao longo do mês, como foi indicado por um primeiro aumento de pedidos em atraso registrado pela pesquisa em quatro meses (com o crescimento sendo também o mais acentuado em mais de dois anos). Como resultado, o nível de empregos aumentou, tendo crescido pela primeira vez em cinco meses e a um ritmo sólido, o melhor desde setembro de 2019.

Com relação aos preços, a inflação se acelerou em julho devido ao aumento dos preços de metais, de taxas cambiais desfavoráveis e de aumentos de custos junto aos fornecedores devido à escassez de estoques (o que levou a outra deterioração acentuada nos prazos de entrega). De um modo geral, o aumento líquido dos custos de insumos foi o mais acentuado na história da pesquisa e levou a um crescimento recorde nos preços cobrados.

“Contudo, com a COVID-19 ainda prevalecendo, e continuando a ter um impacto negativo e considerável no comércio global, continuam a existir muitos riscos negativos para o futuro. As pressões sobre os preços também continuam a ser uma preocupação, com aumentos recordes nos custos de insumos tendo um impacto desfavorável na lucratividade — apesar de as empresas, por sua vez, aumentarem seus preços cobrados a um ritmo considerável”, concluiu Smith.

Por fim, o grau de otimismo em relação ao futuro continuou a crescer, com mais de 80% dos entrevistados indicando expectativas positivas de crescimento. O nível de otimismo foi o mais elevado do ano até agora, com as empresas antecipando uma recuperação contínua da demanda e das vendas nos próximos doze meses.

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