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PNAD Contínua: Mulheres são maioria entre os desocupados

Data de criação:

access_time 27/05/2021 - 09:28

Data de atualização:

access_time 27/05/2021 - 09:28
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Apesar de serem maioria na população em idade de trabalhar, as mulheres são minoria entre as pessoas ocupadas (43,3%). No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego foi de 12,2% para os homens e 17,9% para as mulheres. Elas também representavam 54,5% da população que está em busca de emprego. Os dados são da pesquisa PNAD Contínua do IBGE.

“A taxa de desocupação aumentou durante o período da pandemia para toda a população. O que percebemos a partir do segundo trimestre de 2020 foi um crescimento muito acentuado da diferença na taxa de desocupação entre homens e mulheres. A taxa de desocupação da mulher é 46,7% maior do que a do homem e, nesse último trimestre, a taxa cresceu mais entre as mulheres do que entre os homens, mostrando que ainda entre as mulheres o avanço da desocupação está sendo mais intenso”, explica analista da pesquisa PNAD Contínua, Adriana Beringuy.

A pesquisadora destaca algumas características que podem ser observadas no mercado de trabalho em relação à diferença entre homens e mulheres. Uma delas é a forma de inserção. “Elas são maioria na desocupação, embora tenham escolaridade, em média, maior do que a dos homens. Isso tem a ver a com a forma que as mulheres estão conseguindo se inserir. Muitas têm ocupações temporárias, então elas têm maior rotatividade no mercado de trabalho. Muitas conseguem emprego, mas têm que sair para cuidar dos filhos ou de outros membros da família, gerando uma rotatividade ou pequena permanência no trabalho, o que faz com que, muitas vezes, elas estejam tentando se reinserir e constantemente pressionando o mercado de trabalho. Além desse aspecto, a atual crise no mercado de trabalho pode estar acentuando a desocupação entre as mulheres”, diz a analista.

Desemprego atinge grupos mais jovens

A taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos (31,0%) também foi mais alta do que a média nacional (14,7%). Entre as pessoas desocupadas, esse grupo etário representa 29,0%. A maior parcela, no primeiro trimestre de 2021, era composta de adultos entre 25 a 39 anos (34,6%).

“Os jovens, de modo geral, são pessoas que já têm uma dificuldade em acessar o mercado de trabalho. E nesse momento, além dessas dificuldades inerentes a esse grupo etário, que são a falta de experiência e a não qualificação completa, há a crise atual de demanda por trabalho que está ocorrendo no mercado brasileiro. Ou seja, não há geração de ocupação que permita a absorção desses trabalhadores”, pontua a pesquisadora.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, a participação dos grupos de idade entre 40 e 59 anos e de 60 anos ou mais aumentou entre os ocupados. Nesse período, o grupo entre 40 a 59 anos passou de 41,1% para 44,1%. Já as pessoas com 60 anos ou mais passaram a representar 8,9% da população ocupada do país. No primeiro trimestre de 2020, essa participação era de 8,3%.

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