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Projeção do PIB sai de menos 6,4% para menos 5%, diz BCB

Data de criação:

access_time 24/09/2020 - 15:59

Data de atualização:

access_time 24/09/2020 - 15:59
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O Relatório Trimestral de Inflação apresentado hoje, o o Banco Central do Brasil fez nova projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. A nova projeção saiu de -6,4%, conforme o relatório de junho, para -5,0%, incorporando os resultados das Contas Nacionais para o segundo trimestre do ano e o conjunto de indicadores disponíveis para o trimestre em curso.

“Apesar do forte recuo da atividade no segundo trimestre, o conjunto de indicadores disponíveis mostra que a retomada da atividade econômica após a fase mais aguda da pandemia, ainda que parcial, está ocorrendo mais rapidamente do que antecipado, contribuindo para a elevação da estimativa de crescimento anual. Todavia, a heterogeneidade da recuperação entre os segmentos da atividade econômica continua sendo uma característica marcante”, explicou o BCB.

Para essa nova projeção, a autoridade monetária considerou o crescimento acentuado no terceiro trimestre, influenciado pelas medidas governamentais de combate aos impactos econômicos da pandemia e pelo retorno gradual a patamares de consumo vigentes antes do período de isolamento social. “Para o último trimestre do ano, a partir de quando vigora incerteza acima da usual sobre o ritmo da recuperação, espera-se arrefecimento da taxa de crescimento, associado, em parte, à diminuição esperada de transferências de recursos extraordinários às famílias.”

No âmbito da oferta, o crescimento esperado da agropecuária ficou praticamente igual ao apresentado no último Relatório de Inflação (1,3%, ante 1,2%), com ligeira melhora na previsão para a agricultura, em face do aumento nas previsões mais recentes do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, compensada por expectativa de resultado menos favorável para a pecuária.

A previsão para a evolução da atividade industrial no ano foi revisada de -8,5% para -4,7%, com elevação nas projeções em todos os segmentos. A projeção para o crescimento da indústria extrativa foi alterada em virtude de impactos iniciais da pandemia sobre a demanda por petróleo e minério de ferro menos intensos do que os previstos anteriormente. A rápida recuperação de indicadores da indústria de transformação e da construção civil após recuo agudo no início do período de distanciamento social motivou as revisões no desempenho desses segmentos.

Apesar da semelhança das previsões para o setor de serviços (de -5,3% no Relatório de Inflação anterior para -5,2%), houve alterações relevantes nas estimativas para os componentes. Destacam-se a melhora na previsão para o comércio, setor bastante relacionado à atividade industrial e ao consumo de bens pelas famílias e, em sentido oposto, os recuos esperados para outros serviços e, em especial, para administração, saúde e educação públicas. O segmento de outros serviços engloba atividades que continuam bastante afetadas pelo distanciamento social, como alojamento, alimentação fora de casa e atividades artísticas, enquanto o setor de administração, saúde e educação públicas foi impactado pela redução na prestação de serviços de saúde e, principalmente, pelo fechamento de creches e interrupção parcial do ensino em escolas e universidades públicas.

Com relação aos componentes domésticos da demanda agregada, a estimativa para a variação do consumo das famílias passou de -7,4% para -4,6%, em decorrência da recuperação acentuada de indicadores do comércio varejista, atenuada por restabelecimento mais lento do consumo de serviços.

A previsão para a formação bruta de capital fixo (FBCF) foi revista de -13,8% para -6,6%, refletindo desempenho melhor do que o esperado na construção civil e na produção de bens de capital. Em sentido contrário, espera-se pior desempenho no consumo do governo (-4,2%, ante 0,2%), em decorrência das reduções mencionadas em serviços de educação e saúde públicas.

Projeção do PIB para 2021

Para o PIB de 2021, ainda com incerteza acima da usual, projeta-se crescimento de 3,9%. Essa perspectiva está condicionada ao cenário de continuidade das reformas e de manutenção do atual regime fiscal, assegurando o equilíbrio de longo prazo das contas públicas, e pressupõe arrefecimento da pandemia, com gradativa elevação da mobilidade e volta progressiva aos padrões de consumo vigentes antes do período de distanciamento social.

Pelo lado da oferta, as atividades da agropecuária, da indústria e de serviços devem avançar 3,4%, 4,5% e 3,7%, na ordem. A projeção para a agropecuária repercute prognósticos favoráveis para a safra 2020/2021 e recuperação da produção de carne, em especial de bovinos.

Para o setor secundário, projeta-se recuperação disseminada, com a produção voltando ao longo do ano aos patamares do período pré-pandemia, em linha com a gradual recuperação do mercado de trabalho e aumento das demandas interna e externa. Para o setor de serviços, as atividades mais severamente impactadas pelo distanciamento social – como comércio; transporte, armazenagem e correio; outros serviços; e administração, saúde e educação públicas – devem ter as maiores altas devido, em parte, às bases de comparação deprimidas de 2020.

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