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Riscos de COVID

Data de criação:

access_time 15/01/2021 - 13:53

Data de atualização:

access_time 15/01/2021 - 16:53
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Em nossos relatórios do final do ano passado alertamos para a incongruência entre um curto prazo desafiador por conta do novo surto de covid-19 e o longo prazo mais ameno dada a expectativa de aumento de imunização pelas vacinas. As notícias desta semana reforçam justamente esta contradição e reforçam diversos elementos de nosso cenário. Com o calendário econômico reaquecendo, alguns indicadores ajudaram a corroborar esta expectativa.

Nos EUA, a divulgação das vendas do varejo para dezembro deixou claro o impacto negativo sobre a atividade que veremos por conta da aceleração de casos de contaminação. Ao mesmo tempo, tanto a perspectiva de estimulo fiscal (anunciada por Joe Biden na quinta-feira) como a postura do FED reforçada por Powell garantem condições financeiras acomodativas, o que por sua vez deveria permitir que o mercado desconsidere em parte a perda da dinâmica econômica no final do ano passado e começo deste.

O campo político por lá permanece conturbado, principalmente ante a aprovação na Câmara do segundo impeachment de Donald Trump. Como amplamente noticiado, o senado não terá tempo de avaliar o processo antes do final do mandato, mas ainda assim deve fazê-lo ao longo de fevereiro. O impacto direto, para além do resultado objetivo do processo, é que o pacote fiscal poderá ter sua votação atrasada.

No Brasil, o assunto pandemia voltou à tona com os tristes desenvolvimentos em Manaus. Para além da análise política, nosso acompanhamento de índices de mobilidade na capital amazonense já mostra que o começo do ano terá viés negativo para atividade na região.

Isto reforça novamente a relevância das vacinas, que terão impacto fundamental para retirar a vulnerabilidade representada pelo COVID. As notícias de que a vacinação em território nacional começará no dia 20/01 são elusivas, visto que ainda restam demasiadas dúvidas sobre a quantidade de vacinas disponíveis no curto prazo para imunizar os setores de risco da sociedade. Assim, a perspectiva de vacinação mais acelerada vai rapidamente sendo atrasada para fevereiro. O impacto para atividade este ano é evidente.

Já a divulgação do IPCA de dezembro mostrou leitura acima das nossas expectativas (e das expectativas de mercado). Vimos um forte aumento da disseminação por dentro do índice e também avanço na média dos núcleos acompanhados de perto pelo Banco Central. Tudo mais constante, o índice enseja cautela quanto a dinâmica inflacionária à frente. Por isso, acreditamos na retirada do forward guidance do comunicado do COPOM em sua reunião de janeiro.

Ou seja, o cenário mostra-se extremamente desafiador e a diferenciação entre curto e longo prazo é cada vez maior. Mantemos que os ativos brasileiros apresentam boas oportunidades, mas também reconhecemos as vulnerabilidades imediatas. Para frente, toda atenção ao comunicado do COPOM e aos dados de contaminação da pandemia, observando principalmente seu desdobramento sobre os índices de mobilidade (visto sua relação com a atividade).

Por Felipe Sichel, estrategista modalmais.

 

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