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S&P reafirma ratings da Petrobras ‘BB-’ e ‘brAAA’

Data de criação:

access_time 17/04/2020 - 21:12

Data de atualização:

access_time 17/04/2020 - 21:12
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A S&P Global Ratings reafirmou os ratings ‘BB-’ na escala global e ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil atribuídos à Petrobras.

A perspectiva estável incorpora nossa visão de que a alavancagem da empresa alcançará um pico este ano, mas os fluxos de caixa e as métricas de crédito devem se recuperar consideravelmente em 2021.

A Petrobras, que reportou EBTIDA recorrente de R$ 134 bilhões no ano passado, registrará geração de fluxo de caixa muito mais fraca este ano devido à forte queda nos preços do petróleo e na demanda.

Ainda assim, a agência de classificação de risco vê com certa folga nas métricas de crédito, pois espera que seu índice de dívida sobre EBITDA alcance 4,0x em 2021, considerando uma melhora substancial nos preços do petróleo e nas condições econômicas.

Fundamento da Ação de Rating

A queda nos preços do petróleo e na demanda este ano reduzirá a rentabilidade e fluxos de caixa da empresa. Como toda a indústria de óleo e gás, a Petrobras enfrenta um cenário adverso, dada a queda nos preços do petróleo e na demanda devido ao surto de COVID-19. “Como resultado, esperamos um declínio significativo na receita da Petrobras este ano: cerca de 30%-40% abaixo dos R$ 300 bilhões registrados em 2019.

O EBITDA deve declinar em uma faixa similar, uma vez que a empresa tem adotado diversas medidas para reduzir as pressões de custo e preservar os fluxos de caixa. Com base nessas premissas, a empresa não consumiria um montante material de caixa em 2020”, diz o comunicado.

A Petrobras está em uma posição muito melhor hoje para enfrentar a crise da indústria do que há vários anos. Nos últimos anos, a empresa tem priorizado diversas medidas de redução de custos e de ganhos de eficiência, bem como venda de ativos, que permitiram uma redução considerável de seu endividamento. O índice de dívida sobre EBITDA caiu para 3,2x ao fim de 2019, versus 5,3x em 2015.

“Com nossa premissa de declínio no EBITDA em 2020, acreditamos que o endividamento da empresa possa atingir um pico em torno de 6x”, avaliam. No entanto, com uma recuperação expressiva nos preços do petróleo (preço do Brent em US$50/barril, de acordo com nossas premissas de caso-base) e na demanda em 2021, o endividamento da Petrobras pode cair para perto de 4x, o que atualmente sustenta nossa avaliação de seu perfil de crédito individual (SACP – stand-alone credit profile) ‘bb’. “Ainda assim, vemos consideráveis riscos em nossas projeções, e poderemos rebaixar seu SACP para ‘bb-’ nos próximos meses se esperarmos um atraso na recuperação de EBITDA e de geração de caixa para o próximo ano”, enumeram.

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