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Arbitragem: entenda como funciona e quais são os riscos

Data de criação:

access_time 13/10/2020 - 18:49

Data de atualização:

access_time 25/11/2020 - 22:27
format_align_left 9 minutos de leitura

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Explicando de forma bem simples, a arbitragem pode ser conceituada como uma espécie de “aproveitamento” de uma discrepância de valores entre ativos idênticos negociados em mercados diferentes.

Entretanto, essa é apenas uma explicação extremamente superficial do que é a arbitragem. O conceito e a sua aplicação são um pouco mais complexos e demandam uma explanação mais elaborada.

Pensando nisso, nós resolvemos escrever este artigo. Nele, mostraremos tudo o que você precisa saber sobre a arbitragem. Acompanhe!

 

O que é a arbitragem e como ela funciona?

Agora, explicando de forma mais técnica, a arbitragem é uma operação que consiste na compra e venda de determinado ativo, em mercados diferentes, com o objetivo de se obter lucro sobre a rápida discrepância de preços.

Essa estratégia tem como objetivo a exploração de diferenças de preços de instrumentos financeiros idênticos negociados em mercados distintos. Portanto, a arbitragem é o resultado de uma breve distorção de preços de um ativo praticados em mercados diferentes.

Ela pode envolver operações no mercado futuro, com derivativos, no mercado à vista, com ações e até mesmo com o aluguel de ações, e também no mercado de opções.

 

Quando acontece a arbitragem?

A arbitragem ocorrerá sempre que um bem comprado em um mercado for vendido simultaneamente em outro por um preço mais elevado.

Atualmente, encontrar essas distorções de preços no mercado tem sido uma tarefa cada vez mais árdua, uma vez que, quando identificadas, rapidamente há investidores prontos para aproveitá-las, fazendo com que, na mesma velocidade, as distorções sejam corrigidas.

É por isso que o investidor que pretende realizar operações de arbitragem, busca fazê-las tão logo que as identifica. Assim, o avanço tecnológico do mercado financeiro tem contribuído para a monitoria de preços dos ativos em diferentes mercados, permitindo que as discrepâncias entre eles sejam identificadas pelo investidor que pretende aproveitá-las.

Ainda contextualizando como a arbitragem ocorre, é importante que você conheça também o conceito de arbitragem perfeita. Continue a leitura.

 

Arbitragem perfeita

A arbitragem é um fenômeno presente em toda a economia. Portanto, para exemplificarmos como ocorreria uma situação de arbitragem perfeita, utilizaremos, a princípio, um exemplo que poderia se aplicar fora do mercado financeiro. É importante deixar claro que, onde quer que se apresente, a arbitragem é rara, sendo dificilmente identificada.

Nesse caso, para que ela se concretizasse, uma situação do tipo precisaria ocorrer: pessoa A, está disposta a vender seu celular usado por uma ano a R$ 1.800, enquanto a pessoa B, está disposta a comprar um celular do mesmo modelo, usado, aceitando as mesmas condições do celular oferecido pela pessoa A, mas oferece a qualquer vendedor o valor de R$ 2.500, um valor superior àquele que está sendo pedido pela pessoa A.

Uma terceira pessoa, que nesse caso chamaremos de intermediador, identificando tais distorções de preço entre a oferta e a demanda, encontra com isso uma oportunidade de auferir lucro, decidindo então realizar uma operação de arbitragem.

Assim, o intermediador compra o celular da pessoa A, desembolsando R$ 1.800 e o revende à pessoa B por R$ 2.500, obtendo com tal operação um lucro de R$ 700.

Esse seria o exemplo de uma arbitragem perfeita. Agora, passaremos o conceito para a aplicação no mercado financeiro. Portanto, imagine que existe um investidor que tenha interesse em negociar uma commodity, por exemplo, café.

Assim, ele procura informações e descobre que o preço da saca, naquele momento, está sendo negociado a R$ 100. Entretanto, ao mesmo tempo, observando os preços praticados no mercado futuro, para liquidação daqui a seis meses, o preço está sendo negociado a R$ 120.

Digamos que, para realizar a compra da saca a R$ 100, o investidor precisa realizar um empréstimo. Com isso em mente, pesquisa e descobre que, em determinada instituição financeira, poderia solicitar um empréstimo com um montante de juros total de R$ 5 nesse período de seis meses.

Assim, podemos enxergar uma operação de arbitragem ocorrendo da seguinte forma: o investidor contratará um crédito no valor de R$ 100 com o banco, comprando a saca de café por esse mesmo montante no mercado à vista.

Ele manterá o produto armazenado até que o período de seis meses passe e, portanto, na liquidação, o entregará pelo preço acordado na operação realizada no mercado futuro, por R$ 120. Nesse caso, terá um lucro de R$ 15 com a operação, tendo em vista que pagou os R$ 100 que pegou emprestado mais os R$ 5 de juros.

Nesse exemplo, todo o processo ocorreu sem que o investidor tenha colocado as mãos em um único centavo do seu capital, afinal, o recurso utilizado para comprar a mercadoria foi emprestado, sendo devolvido ao final dos seis meses com o respectivo acréscimo dos juros.

 

Quais são os seus principais riscos?

Como você pode perceber, a arbitragem é uma operação que, de fato, pode gerar bons resultados para o investidor — especialmente quando existe a possibilidade de ingressar em uma operação desse tipo sem utilizar o seu capital.

Entretanto, antes de realizar operações de arbitragem, você precisar estar ciente e mensurar bem cada um dos riscos envolvidos. Um erro simples pode gerar prejuízos consideráveis.

Uma das maiores preocupações nesse tipo de operação, deve estar relacionada ao risco operacional. Esse risco poderia se materializar caso, por exemplo, o investidor que está realizando a operação, não conseguisse ter uma das pontas da operação executada.

No exemplo da compra da saca de café, por exemplo, o investidor poderia ter perdido a mercadoria em algum acidente ou em um roubo durante o transporte.

E como já destacamos neste artigo, as distorções de preços que permitem que a arbitragem ocorra, tendem a ser corrigidas, por vezes, em questões de segundos.

Por esse motivo, muitas das arbitragens são conduzidas por sistemas que automatizam as operações e identificam essas discrepâncias, para executar o processo rapidamente.

Além disso, também existem outros riscos comuns no mercado de renda variável, como o de liquidez — que, nesse caso, pode ser conceituada como o volume de investidores com intenções de compra ou venda em determinados níveis de preços.

Fazer negociações de arbitragem em ativos com pouca liquidez pode dificultar a execução de uma das pontas da operação, obrigando o investidor a ficar com o produto financeiro ou mercadoria por um tempo maior, o que coloca em risco o resultado de sua operação.

 

Quais são os tipos de arbitragem existentes?

Agora que você entendeu o que é a arbitragem e os principais riscos que envolvem esse tipo de operação, mostraremos os tipos existentes. Continue lendo!

 

ARBITRAGEM CAMBIAL
A arbitragem cambial ocorre na compra e venda de uma moeda idêntica em mercados diferentes. O objetivo principal da operação é lucrar com uma eventual discrepância entre o preço dela em cada um dos mercados.

 

ARBITRAGEM BOLSA A BOLSA
Esse tipo de arbitragem é baseado na compra e venda de um mesmo ativo negociado em Bolsas diferentes. Por exemplo, ações de empresas negociadas na Bolsa de Valores brasileira e americana. O objetivo, portanto, é encontrar uma oportunidade de arbitragem com a diferença de preços, observando claro, a conversão da cotação do ativo na moeda local em relação à cotação na moeda do outro país.

 

ARBITRAGEM À VISTA CONTRA A PRAZO
Esse tipo de arbitragem tem como objetivo gerar lucro com a diferença do preço de um ativo à vista e o que é negociado a prazo. Um exemplo que poderia ser aplicado à essa operação, seria a negociação entre algum ativo que replique o desempenho do Ibovespa no mercado à vista e contratos futuros desse mesmo índice.

 

O que é a convergência de preços na arbitragem?

Para finalizar este artigo, discorreremos um pouco sobre o conceito de convergência de preços na arbitragem. Em termos práticos, significa que a arbitragem tende a ter o efeito sobre as correções de preços, ou seja, fazer com que os preços, até então divergentes, voltem a coincidir entre si.

Diferenças de preços que são eliminadas rapidamente demonstram um mercado sólido e eficiente. O contrário, portanto, demonstra mercados ineficientes e imaturos.

Por fim, podemos concluir que a arbitragem é um processo complexo e que deve ser feito quando o investidor já tem uma boa bagagem de mercado e esteja disposto a suportar os riscos aos quais a prática o expõe.

Se você quiser saber um pouco mais sobre esse universo dos investimentos, acompanhe todos os conteúdos que temos à sua disposição aqui em nosso Blog. E se você ainda não faz parte do banco digital feito para o investidor, abra a sua hoje mesmo conta no modalmais.

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