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Small Caps: o que são e como investir?

Data de criação:

access_time 25/02/2021 - 07:22

Data de atualização:

access_time 25/02/2021 - 15:52
format_align_left 11 minutos de leitura

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As Small Caps são ações de empresas de baixa capitalização, quando comparadas às ações de gigantes do mercado, como Petrobras e Vale. Porém, desde 2016, com a crise político-econômica brasileira, estes papéis entraram no radar dos investidores.

Então, para evitar perder boas oportunidades que podem ser encontradas em ações dessa categoria, preparamos um artigo completo com tudo o que você precisa saber antes de investir em small caps.

Boa leitura!

 

O que são small caps?

As small caps são ações de companhias com valor de mercado entre R$ 300 milhões e R$ 2 bilhões – consideradas pequenas, se comparadas com as gigantes do mercado que têm ações conhecidas como blue chips.

Basicamente, uma empresa que hoje é uma small cap, pode se tornar uma mid cap ou blue chip em questão de anos, como ocorreu com a Magazine Luiza (MGLU3).

Isso é possível pois o valor de mercado ou capitalização de uma empresa de capital aberto – que tem suas ações negociadas em Bolsa de Valores – depende do preço das suas ações e da quantidade de ações existentes circulando no mercado.

Tenha em mente que small caps não são, necessariamente, companhias de pequeno porte.
Muitas delas são líderes do setor em que atuam, porém, ainda são pequenas na Bolsa de Valores. Um exemplo é a Tupy (TUPY3), que é a maior fundição do mundo, mas é uma small cap.

Portanto, a identificação destas ações costuma ser feita através de comparação do valor de mercado entre as demais negociadas na Bolsa de Valores.

 

Como funciona o fundo de índice SMAL11 (ETF das small caps)

O SMALL11 é um fundo de índice referenciado no índice SMLL. A carteira desse fundo é composta, basicamente, pela mesma cesta de ações small caps que compõem seu índice de referência. Logo, o objetivo desse ETF é obter um desempenho semelhante ao do SMLL.

A gestão do SMAL11 é feita pela BlackRock, que deu início ao ETF em 2008. Segundo dados da própria gestora, entre a data de início e novembro de 2020, esse fundo de índice havia acumulado em rentabilidade, 429,86%, contra 452,08% do índice SMLL.

 

No gráfico a seguir, veja a performance desde sua emissão:

Histórico de SMALL11 (verde), em relação ao SMLL (azul), desde 2008.

Histórico de SMAL11 (verde), em relação ao SMLL (azul), entre 2008 e 2018.

 

Perceba que o comportamento do SMAL11 é bastante próximo do seu índice de referência, visto que, por ser um fundo de gestão passiva, seu objetivo é acompanhar seu benchmark.

Como todo fundo de índice, ele possui uma equipe de gestão especializada, que é responsável por realizar as compras e vendas necessárias das small caps, buscando manter o ETF com o rendimento esperado.

Desta forma, se você não possui muita experiência no mercado financeiro ou tempo para acompanhar seus investimentos, um ETF como o SMAL11 pode ser uma boa alternativa.

Por isso, se você se interessa pelo potencial de ganho que podem oferecer as small caps e gostaria de obtê-las, adquirir o ETF referenciado no índice desse segmento de ações, é a alternativa mais acessível.

Ao investir em cada uma das small caps do indicador, você precisaria desembolsar o valor da ação, fora os custos operacionais de cada uma delas.

No entanto, com o ETF você arcará com os custos apenas da compra das cotas: o preço de negociação atual dele mais os custos operacionais, como corretagem e emolumentos.

 

Diferença entre o BOVA11 e o SMAL11

A principal diferença entre estes dois ETFs é o índice de referência de rentabilidade.

Como dito, o SMAL11 tem como indicador o SMLL, enquanto que BOVA11 utiliza o IBOV. Portanto, a composição de suas carteiras também é diferente.

Vamos olhar mais de perto o índice Bovespa (IBOV). Ele é composto, principalmente pelas blue chips, que por sua vez, são companhias de grande capitalização, como Gerdau e Ambev.

Além disso, este benchmark possui maior predominância de ações do setor financeiro e de energia.

O índice SMLL também é bastante diversificado, pois engloba companhias dos mais diversos setores. Veja a comparação entre os dois ETFs a seguir:

 

Composição de BOVA11 por setor 

 Exposição por Setor (%)

Produtos Financeiros – 33.83%

Energia – 13.60%

Materiais – 13,02%

Bens de primeira necessidade – 10.94%

Consumo discricionário – 9.19%

Bens Industriais – 6.87%

Serviços Públicos – 4.98%

Cuidados de Saúde -2.71%

Comunicação – 1.92%

Imobiliário – 1.32%

Cash and/or Derivatives – 1.13%

Tecnologia de Informação – 0.46%

 

Composição de SMALL11 por setor 

 Exposição por Setor (%)

Consumo discricionário – 27.71%

Serviços Públicos – 22.71%

Bens Industriais – 11.33%

Cuidados de Saúde -8.42%

Materiais – 8.29%

Tecnologia de Informação – 5.23%

Imobiliário – 4.64%

Bens de primeira necessidade – 4.49%

Produtos Financeiros – 3.52%

Energia – 2.60%

Comunicação – 0.77%

Cash and/or Derivatives – 0.28%

 

 

As 5 maiores small caps do índice SML

Entre 2008 e o início de 2020, o índice SMLL havia acumulado uma alta de mais de 80%, contra cerca de 19% do Ibovespa.

Assim, para que você conheça melhor as ações que compõem esse índice, resolvemos trazer as 5 maiores dele, conforme divulgado pela Black Rock.

 

Banco Inter (BIDI11)
Os valores mobiliários de Banco Inter que constam no índice SMLL são suas units, que são ativos compostos por ações ordinárias e preferenciais.

O Banco Inter foi fundado em 1994 como financeira, sendo hoje um banco digital, sem agências bancárias físicas.

Até o fechamento do pregão de 15 de dezembro de 2020, as ações do Banco Inter haviam se valorizado 92,2% desde o início do ano – mesmo em um ano marcado pela pandemia de Covid-19.

Bradespar (BRAP4)
A Bradespar é uma companhia de investimentos, fundada em 2000, que administra as participações acionárias de algumas empresas líderes em seus setores, como a Vale.

Até o final de dezembro de 2020, as ações de Bradespar tiveram, no ano, uma variação positiva de mais de 70%.

YDUQS (YDUQ3)
A YDUQS é uma holding do setor educacional, sendo, atualmente, uma das maiores do país em número de alunos do ensino superior.

A abertura de capital na B3 aconteceu em 2007, sendo que a companhia também possui ADRs (American Depositary Receipt) no mercado americano.

Apesar do lucro líquido registrado no terceiro trimestre ter sido mais de 20% inferior ao do mesmo período do ano passado, houve um forte crescimento das receitas do ensino de Medicina e do Digital.

Eneva (ENEV3)
A Eneva é uma empresa do setor de energia, que atua com gás natural, energia solar e carvão mineral. Ela é uma das antigas companhias de Eike Batista.

Depois de anos de quedas na Bolsa de Valores, no ano de 2019 ela apresentou resultados mais consistentes e novos projetos.

Agora, é possível que no primeiro quadrimestre de 2021, na nova composição do Ibovespa, as ações de Eneva passem a fazer parte, visto que na segunda de três prévias que ocorrem antes da formação da nova carteira, ENEV3 foi citada.

PetroRio (PRIO3)
A PetroRio teve com suas ações de PRIO3 em 2020, uma variação positiva de aproximadamente 100% em relação ao ano anterior.

Essa é uma companhia do setor petroquímico, com atividades que, basicamente, se concentram na produção de petróleo em campos maduros, minimizando custos e com foco no aumento da produtividade.

 

Quais os riscos de investir em small caps?

Embora muitas delas representem oportunidades únicas para o investidor, visto que são empresas que, por vezes, têm “muito espaço” para crescimento, há também riscos envolvidos no investimento em small caps.

Como se sabe, qualquer investimento apresenta riscos, cada um a seu nível: uns mais, outros menos. No caso dos small caps, o principal risco envolvido é o de liquidez – por serem menos negociadas, se compararmos às ações de grandes empresas, há mais chances de haver dificuldades em se desfazer de determinado ativo, por não encontrar compradores para ele.

As small caps costumam gerar muita insegurança nos investidores. Na verdade, como em qualquer outro ativo de renda variável, você deve ter consciência de que existem riscos e que eles costumam ser mais elevados, se comparados à renda fixa.

Portanto, a primeira dica, independentemente se você vai investir em small caps ou não: jamais aloque todo seu patrimônio em um único segmento ou ativo.

O ideal é reservar uma parte do seu patrimônio em ativos que tenham menor exposição ao risco, como o Tesouro Direto, CDBs e LCIs.

Além disso, os preços destes papéis também tendem a oscilar mais, devido ao baixo valor de negociação que muitos têm.

Então, se você deseja investir em small caps, utilize outros ativos como reserva de emergência.

Lembre-se que caso você precise do dinheiro urgentemente, pode ser que a venda dos papéis não seja concluída a tempo.

 

Como investir em small caps?

O investimento em small caps é feito a partir das corretoras de valores ou banco de investimentos, como o modalmais. Para isso, o primeiro passo é abrir sua conta em uma destas instituições.

Após isso, basta acessar o home broker, digitar o ticker da ação ou até mesmo do fundo de índice (SMAL11, por exemplo) e informar a quantidade e o preço que você deseja pagar.

Caso você encontre vendas no mesmo nível de preço de sua ordem de compra, os ativos vêm para a sua carteira – sendo respeitada, claro, a fila de ordens enviadas anteriormente à sua.

Agora que você aprendeu mais sobre as small caps chegou a hora de aprender como começar a investir com o pé direito. Veja o passo a passo que preparamos para você:

  • Abra a sua conta no modalmais:  baixe o aplicativo do banco digital, crie um login e senha. Agora, é só aguardar o nosso retorno, via e-mail, confirmando seu cadastro.
  • Com seu cadastro ativo, acesse sua conta e, em seguida, o Home Broker ou outra plataforma de negociação de sua preferência.
  • Escolha em quais small caps você deseja investir: no home broker, digite o ticker da ação desejada, informe a quantidade, preço de compra e envie a ordem.

 

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