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Tickers: entenda o que são e como funcionam?

Data de criação:

access_time 05/02/2021 - 11:57

Data de atualização:

access_time 05/02/2021 - 14:59
format_align_left 10 minutos de leitura

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Afinal, o que são Tickers? Uma das primeiras coisas que uma pessoa nota ao ingressar no universo dos investimentos é que o nome das ações e outros ativos negociados na Bolsa de Valores é representado por uma sequência alfanumérica que nem sempre lembra a forma como a empresa é denominada.

Esses códigos são chamados de Tickers, e o investidor precisa aprender a reconhecê-los se pretende investir na Bolsa de Valores. Afinal, ao aplicar o capital, será necessário identificar a empresa por meio desse código.

Neste artigo, faremos uma desconstrução desses elementos e, ao final desta leitura, você saberá exatamente o que são Tickers. Acompanhe!

 

O que são Tickers?

Ticker é o nome dado aos códigos que representam os ativos negociados em Bolsa de Valores. Eles servem para identificar o papel e uma série de características que os envolvem.

Essa codificação geralmente é mostrada em sites de notícias que acompanham o desempenho dos ativos, nas páginas de RI (Relacionamento com o Investidor) dessas empresas, no site da B3 ou mesmo nas plataformas de negociação desses ativos.

As regras de fixação dos Tickers mudam de acordo com os países. Por exemplo, existem locais em que eles são formados apenas por números. No Brasil, você perceberá que eles são sequências alfanuméricas, ou seja, formada por letras e números.

Esse termo Ticker vem do jargão Tick que, na Bolsa de Valores, é a menor unidade de movimentação de um determinado ativo. Nesse caso, uma ação típica dessa unidade mínima seria um centavo, por exemplo. Quando o preço de um papel passa de R$ 15,00 para R$ 15,01, significa que subiu um Tick.

A origem desse termo ainda vai além disso: em um passado não muito distante, as informações do mercado financeiro e as oscilações de preços dos ativos eram passadas por mensagens telegráficas e impressas em máquinas em uma fita que era denominada de Ticker Tape.

Escrever o nome de uma empresa nessas mensagens poderia ser algo bastante demorado. Além disso, algumas corretoras ou, até mesmo, operadores poderiam utilizar abreviações que somente eles saberiam.

Para evitar esse tipo de problema foi criada a ideia dos Tickers, que seriam códigos capazes de representar de forma padronizada, a ação de uma empresa e o tipo que está sendo negociado.

Nesse sentido, podemos afirmar que os Tickers são códigos que têm vários objetivos. O primeiro é identificar um ativo, e os demais estão relacionados ao tipo e a algumas de suas características.

Você verá que dependendo do mercado, podem existir alterações consideráveis nos Tickers. Isso será demonstrado em outro tópico deste conteúdo. Continue lendo!

 

Como os Tickers funcionam?

Entendido o conceito, passaremos para a etapa de formação dos Tickers na Bolsa de Valores. O modelo básico dos Tickers no Brasil é composto por um código com 4 letras, seguido de números.

No mercado de ações, por exemplo, ele identificará a empresa emissora do papel e o seu tipo. Para ilustrar, mostraremos uma empresa fictícia que tem o Ticker ABCD3. A primeira parte, no caso, o ABCD, é a identificação da empresa.

O número 3, no entanto, identifica que se trata de uma ação ordinária, que são aquelas que concedem ao acionista, o direito de voto em assembleia. Veja abaixo alguns exemplos reais de Tickers de algumas ações negociadas diariamente:

  •  PETR4: ação preferencial da Petrobras;
  •  VALE3: ação ordinária da Vale;
  •  BBDC4: ação preferencial do Bradesco;
  • B3SA4: ação preferencial da B3 S.A.

 

Ainda no caso das ações, como você pôde notar, a numeração que compõe a parte final do Ticker tem um importante papel na representação do ativo. Além disso, ele não se limita aos números 3 e 4, conforme descrito abaixo. Acompanhe.

  • 1: direito de subscrição de ação ordinária;
  • 2: direito de subscrição de ação preferencial;
  • 3: indicação de ação ordinária;
  • 4: indicação de ação preferencial;
  • 5 a 8: indicação de ações preferenciais que pertencem às classes A, B, C e D, respectivamente;
  • 9: recibo de subscrição de ações ordinárias;
  • 10: recibo de subscrição de ações preferenciais;
  • 11: BDRs, Units, ETFs ou fundos imobiliários (FIIs).

 

Um detalhe que precisa ficar muito claro em sua mente, é que esses números não são exclusivos para representação de ações. Existem alguns que representam direitos sobre papéis ou conglomerados, como é o caso das Units e cotas de fundos.

Outro ponto importante é que em alguns mercados, como o de derivativos, os números têm funções completamente diferentes, sobre as quais discorreremos com mais detalhes em outros tópicos.

 

Como eles atuam nas negociações na Bolsa de Valores?

O objetivo principal dos Tickers na Bolsa de Valores é identificar ativos. Nesse caso, para que um investidor possa aplicar o seu dinheiro em algum ativo negociado no mercado, é preciso que ele conheça o seu respectivo Ticker.

Depois de identificá-lo, basta que o investidor insira o código no campo de negociação do papel, em sua plataforma ou Home Broker, preencher os demais campos e enviar a ordem.

Em geral, os códigos são bastante distintos um do outro e alguns remetem diretamente ao nome da empresa, tanto fonética, quanto ortograficamente, como é o caso de Vale, representada pelo Ticker VALE3, na B3.

No entanto, essa não é uma regra. Um exemplo disso são os Tickers das empresas Cosan e Companhia Siderúrgica Nacional, que são distintas, mas que têm código de negociação parecidos, representados respectivamente por CSAN3 e CSNA3.

Por isso é tão importante que o investidor confirme se o código digitado corresponde à empresa, para evitar enviar uma ordem equivocadamente em um papel que pode não ser de seu interesse.

Vale lembrar também que os Tickers não representam somente ações, mas ativos negociados em outros ambientes, como no mercado de opções, em que o código pode variar de acordo com o preço de exercício e seu mês de vencimento. Em todo caso, é importante ter muita atenção quanto ao Ticker, para não cometer nenhum erro.

Os Tickers também são utilizados para a análise de cotações realizada por meio de ferramentas oferecidas pelas plataformas de investimentos. Por exemplo, para abrir o gráfico de um ativo, também é necessário informar esse código.

 

Como funcionam os Tickers no exterior?

Como você já sabe, os Tickers não são uma exclusividade do mercado brasileiro. Praticamente todas as Bolsas de Valores do mundo utilizam esse tipo de codificação.

O que muda, portanto, é o padrão utilizado. Por exemplo, nos Estados Unidos, os Tickers são formados por até 4 letras, sem nenhum tipo de número. Veja os exemplos:

  •  Citigroup: C;
  •  Alcoa: AA;
  •  Tesla Motors: TSLA.

No mesmo país, também é utilizada uma letra para identificar o tipo de ação correspondente ao Ticker. Entretanto, essa letra não costuma aparecer fora das próprias plataformas de negociação. Ela é chamada de “quinta letra”, na Nasdaq, ou “depois do ponto”, na NYSE.

 

Quais são as variações dos Tickers no Brasil?

Além de saber o que são Tickers e como eles funcionam, é necessário compreender que podem existir algumas variações nesses códigos. Explicaremos cada uma delas nos próximos tópicos.

 

MERCADO FRACIONÁRIO
Uma das variações mais comuns dos Tickers é aquela que existe no mercado fracionário. Ele é utilizado quando um investidor compra uma quantidade de ações menor do que o lote padrão.

Por exemplo, no caso da Petrobras, o lote padrão é de 100 ações. Caso o investidor queira adquirir de 1 a 99 ações, ele deve adicionar o código do mercado fracionário, que é representado pela letra F. Assim, o Ticker das ações preferenciais de Petrobras no mercado fracionário seria: PETR4F.

 

MERCADO DE BALCÃO
O mercado de balcão é o ambiente onde são negociados títulos e valores mobiliários não autorizados para a negociação no ambiente de Bolsa de Valores, apesar de fiscalizados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Os Tickers dos ativos admitidos à negociação no mercado de Balcão Organizado são sempre acompanhados da letra B, que vai ao final do código.

 

MERCADO DE OPÇÕES
O mercado de opções é o ambiente onde são negociados esses derivativos de ações. A negociação desses ativos também é feita de forma diferente. Os Tickers seguirão com o padrão de 4 dígitos das ações, porém, é adicionada uma quinta letra relacionada ao vencimento da opção.

Além disso, essa quinta letra também identifica se o ativo negociado é uma opção de compra ou venda. Ao final, é inserido um número que, em alguns casos, corresponde ao preço de exercício da opção.

Por exemplo, o Ticker VALEF53 identifica uma opção de compra de ações da empresa Vale que têm vencimento em junho e com preço de exercício presumido em R$ 53,00.

Quem atua no mercado de opções deve ter muita atenção a esses critérios, especialmente pelo fato de o Ticker estar diretamente ligado a características como preço de exercício e tipo de direito (call ou put).

 

MERCADO FUTURO

O mercado futuro também identifica os seus ativos por meio de Tickers. Esse também é um ativo da categoria dos derivativos, e no Brasil eles são identificados por 3 letras, que servem para demonstrar o ativo negociado.

Além disso, uma letra para identificar o mês de vencimento do contrato futuro e dois algarismos que representam o ano em que isso acontecerá, também são acrescentados. Por exemplo, o contrato de dólar futuro que venceu no mês de dezembro de 2020, foi negociado com o código DOLZ20.

Com todas essas informações, você já tem plena noção sobre o que são Tickers. Dessa forma, não terá problemas para encontrar os ativos em que pretende investir. O próximo passo, portanto, é estudar mais sobre o mercado financeiro e selecionar as aplicações que possibilitarão os melhores resultados de acordo com o seu perfil e objetivos.

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