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ANÁLISE: Moro sai do governo, Bolsonaro entra em crise ainda mais profunda e o Brasil vai junto

Data de criação:

access_time 24/04/2020 - 13:07

Data de atualização:

access_time 24/04/2020 - 13:07
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A saída do agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pode colocar em xeque a governabilidade do presidente Jair Bolsonaro e, assim, o mercado já reage negativamente à notícia, prevendo que as chances de recuperação econômica ainda este ano estão enterradas.

Moro é considerado um dos nomes mais importantes do País e, certamente, foi destaque como membro da equipe de Bolsonaro durante os primeiros meses de mandato. Sua saída, portanto, representa a desconfiguração da “equipe de ouro” que incluía os chamados “super-ministros” da Justiça e também o da Economia, Paulo Guedes, o que enfraquece o já desgastado governo Bolsonaro. Isso porque tanto Guedes quanto Moro representavam a promessa de uma equipe ministerial técnica e o frágil equilíbrio das forças de sustentação que apoiam a conturbada liderança de Bolsonaro.

Para o mercado, uma mudança como essa, neste momento, pode significar o aumento da insatisfação e a perda definitiva da capacidade de articulação do presidente, isso porque, no intervalo de uma semana, Bolsonaro demitiu dois de seus subordinados mais populares: além de Moro, lembramos do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta; e como dissemos em materiais anteriores, o mercado precisa de alguma segurança e previsibilidade sobre as medidas que serão tomadas. Neste contexto, transmitir a mensagem de unidade de que a pandemia será vencida e que tomaremos medidas concretas de enfrentamento da crise financeira seria fundamental.

Ainda sobre isso, o ex-ministro Sérgio Moro desempenhava um papel de blindagem à Polícia Federal, que é bem vista pelo mercado. As mudanças nas lideranças abrem espaço para a especulação sobre uma intervenção direta do presidente e as declarações de Moro no pronunciamento de sua demissão reforçam isso.

Vale destacar que o Brasil não vai acabar, como os números do mercado financeiro de hoje talvez façam muitos acreditarem, mas a curva de retomada do crescimento acaba de ficar muito mais longa, mesmo Moro não estando diretamente ligado às pautas econômicas.

*Por Ernani Reis é analista da Capital Research

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