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Bolsonaro defende reforma em organismos internacionais

Data de criação:

access_time 17/11/2020 - 15:20

Data de atualização:

access_time 17/11/2020 - 15:20
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Ao discursar, nesta terça-feira (17), na 12ª reunião de cúpula de chefes de Estado e de Governo do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os países do bloco podem desempenhar papel fundamental nos esforços pela superação da Covid-19 e da retomada da economia mundial.

Bolsonaro lembrou que a primeira cúpula do grupamento ocorreu em 2009, em meio a uma grave crise financeira mundial, e a força das economias emergentes se mostrou fundamental para a recuperação da economia internacional. Segundo ele, o momento é semelhante em 2020. “Mais uma vez, os países do Brics podem desempenhar papel central nos esforços da superação da Covid-19 e da retomada da economia.”

“O caminho para o crescimento econômico depende de cooperação focada em benefícios mútuos e no respeito às soberanias nacionais. Nesse aspecto, o Brics se destaca pela variedade de setores e atividades abrangidas pelas iniciativas do grupo”, completa.

A 12ª reunião de cúpula do Brics ocorreu virtualmente sob a presidência da Rússia, para discutir a cooperação entre os países.

Saúde e economia devem ser tratadas simultaneamente
O presidente afirmou ainda que é dever dos líderes dos países garantir a prosperidade dos povos. E que o trabalho desenvolvido pelo Brics é motor para o emprego, a renda e a segurança.

“É nosso dever promover o bem-estar e a prosperidade de nossos povos, sobretudo, diante das dificuldades econômicas, sociais e sanitárias que enfrentamos hoje”, destaca.

“Como líderes, devemos saber eleger prioridades e mostrar aos nossos cidadãos, com transparência e respeito, a sua vontade. O trabalho desenvolvido pelo Brics também é motor para o emprego, a renda e a segurança de nossos povos”, completou.

O presidente comentou ainda a posição do Brasil diante dos impactos da Covid-19. “Desde o início, alertei que a saúde e a economia deveriam ser tratadas simultaneamente e com a mesma responsabilidade. Nenhum país pode enfrentar a situação excepcional sem dar atenção aos sinais vitais da economia. Assim agiu o Brasil”, pontua.

Meio Ambiente
Ao iniciar o discurso, Bolsonaro explicou que a Polícia Federal brasileira desenvolveu um método científico para rastrear a importação de madeira extraída de forma ilegal da região amazônica e, nos próximos dias, o Governo brasileiro revelará que países têm importado essa madeira.

“Nossa Polícia Federal desenvolveu, agora, a utilização de isótopo estável, tipo DNA, para permitir a localização da origem da madeira apreendida e exportada. Então, revelaremos nos próximos dias os nomes dos países que importam essa madeira ilegal nossa através da imensidão que é a região amazônica porque, daí sim, estaremos mostrando que esses países, alguns deles que muito nos criticam, em parte, tem responsabilidade nessa questão”, diz Bolsonaro.

De acordo com ele, a medida contribuirá para reduzir a prática. “Creio que depois dessa manifestação, que interessa a todos, essa prática diminuirá e muito nessa região”, considera.

Reformas
O presidente defendeu a reforma de Organização Mundial do Comércio (OMC), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), no qual o Brasil pleiteia um assento permanente.

“No Brasil, foram as instituições nacionais e os dedicados profissionais da área médica, de enfermagem e farmacêutica que responderam aos desafios e combateram o vírus”, explica Bolsonaro

Em relação à OMC, Bolsonaro afirmou que uma reforma da instituição é fundamental para a retomada do crescimento econômico global. “É necessário prestigiar propostas de redução de subsídios para bens agrícolas com a mesma ênfase com que alguns países buscam promover o comércio de bens industriais”, avalia.

“Não há exemplo mais claro da necessidade de democratizar a governança internacional do que a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, declara.

Ao referir-se à OMS, Bolsonaro disse que sempre criticou a politização do vírus e um pretenso monopólio do conhecimento por parte da organização que, segundo ele, precisa urgentemente de reformas.

“É preciso ressaltar que a crise demonstrou a centralidade das nações para soluções que hoje acometem o mundo. Temos que reconhecer a realidade de que não foram os organismos internacionais que superaram desafios, mas sim a coordenação entre os nossos países”, afirma. “No Brasil, foram as instituições nacionais e os dedicados profissionais da área médica, de enfermagem e farmacêutica que responderam aos desafios e combateram o vírus”, considera.

Durante o discurso, Bolsonaro parabenizou o trabalho da presidência de turno da Rússia ao longo deste ano, afirmando que, apesar dos desafios impostos pela Covid-19, o país conseguiu manter o grupamento ativo e aprofundar iniciativas de cooperação em diversas áreas. E desejou um bom trabalho à Índia, que agora assume o posto.

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