Usamos cookies para segurança, melhor experiência e personalização de conteúdo de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Clique em "Configurar cookies" para gerenciar suas preferências.

X

Para "Aceitar", selecione os itens e clique no botão abaixo:

Conteúdo por:

Dia começando desbalanceado

Data de criação:

access_time 02/10/2020 - 09:38

Data de atualização:

access_time 25/11/2020 - 17:21
format_align_left 3 minutos de leitura

Quer saber como investir?

Abra AGORA sua conta no banco digital dos investidores

QUERO ABRIR MINHA CONTA

Ontem os mercados por aqui conseguiram reagir mais para o final do dia, mas também ficaram aguardando resultado do julgamento pelo STF sobre vendas de oito parques de refino de petróleo pela Petrobras.

Ainda assim, a Bovespa conseguiu fechar com alta de 0,93% bem perto da máxima do dia em 95.478 pontos e dólar com nova alta de 0,73% e cotado a R$ 5,656, pressionado durante todo o dia. O Dow Jones teve alta leve de 0,13% e Nasdaq com +1,42%.

Hoje, mercados da Ásia ainda em feriado, com Bolsa de Tóquio perdendo 0,67%, Europa começando o dia em queda e futuros do mercado americano com quedas fortes. Aqui, o dia será complicado também, mas novamente não deveria perder o patamar de 94 mil pontos.

Mercados começando o dia bem desbalanceado pelo anúncio do presidente Donald Trump de que testou positivo para covid-19. Resultado, Bolsas em queda, câmbio oscilando bastante, juros de títulos da Europa em queda e petróleo caindo pesado no mercado internacional. A leitura que prevalece é que a carga sobre a China pode intensificar, mas se Trump passar bem pelo vírus, pode beneficiar sua campanha de reeleição.

No Japão, existe a possibilidade do BOJ (BC japonês) ampliar a flexibilização monetária até o final do ano, para tentar acelerar a recuperação. Na zona do euro, a inflação medida pelo CPI de setembro mostrou, na verdade deflação de 0,3%, quando a previsão era de deflação de 0,2%.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 4,16%, com o barril cotado a US$ 37,11. O euro tinha queda para US$ 1,172 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,66%. O ouro e a prata mostravam também quedas na Comex e commodities agrícolas em quedas na Bolsa de Chicago.

Aqui, o placar de ontem do julgamento do STF sobre vendas de refinarias da Petrobras foi apertado (como sempre) em 6X4, definido no final e favorável a venda. Com isso, a empresa poderá obter cerca de R$ 83 bilhões e focar em prospecção e exploração de óleo, onde tem maior retorno. Foi muito comemorada, mas a queda do petróleo inibe reações.

Já a Moody’s elevou a classificação de risco da Vale para BAA3 e perspectiva é estável, e destacando a preocupação ESG (sustentabilidade ambiental, econômica e social).

Versando sobre o programa Renda Cidadã, aparentemente o Fundeb e precatórios estarão fora da formação de recursos, com o governo buscando fontes alternativas. Porém, o presidente Bolsonaro quer tirar R$ 1,4 bilhão do MEC para completar obras. A Fipe anunciou a inflação pelo OIPC de setembro em alta de 1,12%, maior que a mediana das projeções e no ano acumula alta de 4,34%.

O dia está sendo complicado e teremos ainda dados que podem mexer com os mercados como a produção industrial do Brasil em agosto e o dado mais importante do dia, a criação de vagas nos EUA (Payroll) de setembro, taxa de desemprego e correlatos, a confiança do consumidor de Michigan de setembro, encomendas de bens duráveis e encomendas à indústria de agosto; além de discursos de dirigentes do FED. Com isso, começamos o dia com expectativa de Bovespa em queda, juros em queda e dólar podendo realizar.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

Pretende diversificar a
sua carteira
de investimentos?