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Mercados em alta

Data de criação:

access_time 19/08/2020 - 19:31

Data de atualização:

access_time 25/11/2020 - 18:46
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Hoje foi dia de mercados fecharem com altas na Europa, índices dos EUA também no campo positivo invertendo depois da ata do FED e Bovespa revertendo para negativo. Ao contrário do que aconteceu ontem. Mas os investidores de olho no que dirá a ata do FOMC do FED da última reunião.

Mas é certo que por aqui pesa a postura do governo sobre reformas, teto de gastos e o orçamento de 2021, que tem que ser encaminhado até o final do mês para o Congresso. Antes disso, algumas críticas fortes sobre redução de recursos para educação e saúde (em meio à pandemia), e aumento da verba do ministério da defesa (dados os riscos iminentes).

No cenário externo, a OMC confirmou queda histórica do comércio de bens, mas também sinalizou recuperação no segundo trimestre. O índice barômetro ficou em 84,5 pontos, com queda de 18,6 pontos. Já o fundo soberano da Noruega com patrimônio de US$ 1,15 trilhão, reduziu a participação em Brasil de US$ 7,6 bilhões em 2019 para US$ 5,2 bilhões, enquanto na renda fixa zerou aplicação e US$ 2 bilhões.

Na Turquia o presidente Erdogan disse que a economia retomou o impulso pré-pandemia. Nos EUA, com as ações da Apple em alta de mais de 1,0%, o valor de mercado de suas ações ultrapassou US$ 2,0 trilhões, algo semelhante ao PIB do Brasil. Ainda nos EUA o Governo anunciou sanções contra empresas aéreas dos Emirados Árabes por vínculos com o Irã. Já a OPEP anunciou que a Arábia Saudita e a Rússia reafirmaram o corte de produção de óleo e acreditam no reequilíbrio do mercado.

A ata da última reunião do FOMC do FED desacelerou o mercado americano e aprofundou queda na Bovespa. Nossa visão fica por conta do alerta sobre o alto endividamento de empresas não financeiras (já tínhamos comentado sobre isso, incluindo governos) e sobre a segunda onda de contágio da covid-19, retardando a recuperação econômica. Positivo que mesmo com o alongamento de prazo de swap com outros bancos centrais, o balanço do FED se reduziu de US$ 7,2 trilhões para US$ 7 trilhões e para a inflação abaixo da meta. Em compensação, as curvas de juros mais longos aceleraram. Demais indicadores dentro do esperado mostrando a recuperação da economia.

No mercado externo, o preço do petróleo WTI mostrava contração de 0,02%, com o barril cotado a US 42,88, mesmo depois dos estoques terem caído menos que o previsto. O euro era transacionado em queda para 1,186 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,68%. O ouro e a prata com o fortalecimento do dólar mostravam quedas acentuadas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago. O minério de ferro na China em mais um dia de alta de 0,40%, cotado a UIS$ 129,09%, já com alta no ano de 40%.

Aqui, o fluxo cambial em agosto até 14/8 era positivo em US$ 632 milhões, mas o ano permanece negativo em US$ 15,2 bilhões. Com o dólar mais forte no mercado internacional e as pressões no mercado local, o Bacen anunciou no final da tarde um leilão não previsto de swap cambial de US$ 500 milhões, mas a taxa esbarrou em R$ 5,54.

Por aqui, discussões vivas sobre teto de gastos e encaminhamento do orçamento de 2021, que dependendo do Congresso pode ter problemas de estouro já em 2021. A Petrobras também anunciou que deve quitar contribuição para a Petros de R$ 2,05 bilhões e que isso irá impactar seu resultado. No mercado o dólar encerrou o dia com +1,16% e cotado a R$ 5,53.

Na Bovespa, na sessão de 17/8 (dia de vencimento de opções), os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 155,1 milhões, deixando o saldo de agosto positivo em R$ 1,95 bilhão e o ano de 2020 com saídas líquidas de 83 bilhões.

No mercado acionário, dia da Bolsa de Londres em alta de 0,58%, Paris com +0,79% e Frankfurt com +0,74%. Madri e Milão com valorizações de respectivamente 0,72% e 1,06%. No mercado americano, o Dow Jones com -0,31% e Nasdaq com -0,57%. Na Bovespa, dia de -1,19% e índice voltando aos 100 mil pontos, em 100.853 pontos.

Na agenda de amanhã teremos a confiança da indústria pela FGV de agosto, e nos EUA o índice de atividade de Filadélfia, pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior, índice de indicadores antecedentes do Conference Board de julho e discurso da presidente do FED de São Francisco.

Boa noite.

 

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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