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Mercados reagem positivos a Biden

Data de criação:

access_time 05/11/2020 - 10:32

Data de atualização:

access_time 25/11/2020 - 16:01
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Ontem os mercados acionários no mundo tiveram mais um dia de alta forte lastreados na eleição americana, com Biden mantendo a dianteira.

Nem mesmo a declaração de Trump sobre fraude na eleição e pedido de paralisação da contagem na Geórgia foram suficientes para apagar um pouco os mercados. A Bovespa encerrou com alta de 1,97% e índice em 97.866 pontos, dólar em queda de 1,63% e cotado a R$ 5,66 (seguindo exterior mais fraco), Dow Jones com +1,34% e Nasdaq com +3,85% fundado nas ações de tecnologia, que Trump vinha fazendo carga.

Hoje mercados novamente em alta e acelerando nesse início de manhã, com Bolsas asiáticas fechando com boas altas e destaque para Hong Kong com +3,25%. Europa operando em boa alta e futuros do mercado americano na mesma direção. Aqui, há espaço para emplacarmos a terceira alta seguida e buscar novamente o patamar perdido de 100 mil pontos.

Motivo da alta reside no fato de Joe Biden estar muito próximo de ser o presidente dos EUA, fechando a “Muralha Azul” também em Michigan durante a noite. Investidores também reverberam a decisão do BOE (BC inglês) sobre política monetária, mantendo juros estabilizados em 0,10%, mas acrescendo a compra de ativos em 150 bilhões de libras, para 895 bilhões de libras, maior do que o previsto. Além disso, deixando claro que pode fazer mais, caso seja preciso.

No Japão, foi anunciado o PMI composto de outubro em alta para 48 pontos, de anterior em 46,6 pontos, mas ainda abaixo de 50 pontos, o que significa contração da atividade. Na Alemanha, as encomendas à indústria de setembro cresceram 0,5%, mas a previsão era +1,5%. Na zona do euro, as vendas no varejo de setembro encolheram 2%, de previsão de queda de 1,5%. Já a União Europeia, estimou queda menor do PIB da região de -7,8%, quando a projeção anterior era -8,7%, reduzindo a expectativa para 2021 para +4,2% (de anterior em +6,1%).

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,49%, com o barril cotado a US$ 38,96. O euro era transacionado em alta para US$ 1,18 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 0,72%, por conta de Biden. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago.

Aqui, o ministro Paulo Guedes agradeceu o Senado por ter aprovado a autonomia do Bacen e espera que a Câmara faça o mesmo. Também disse que a pandemia está desacelerando e a economia recuperando.

Já o Congresso derrubou ontem os vetos do presidente na desoneração da folha de pagamento de 17 setores da atividade, e estendeu até o final do ano de 2021. Além disso, aprovou mais R$ 27 bilhões ainda no orçamento desse ano, situação que a equipe econômica não deve ter gostado muito.

Na agenda do dia, teremos a divulgação do PMI de serviços e composto no país e o Tesouro faz leilão de títulos, no que pode ser mais um teste.

Já nos EUA, teremos os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior, dados da produtividade do trabalho no terceiro trimestre e a decisão do FED sobre política monetária, seguida de coletiva do presidente Jerome Powell, que sempre mexe um pouco com os mercados.

A expectativa para o início do dia é de Bovespa em alta, juros mais fracos e dólar novamente em queda.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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