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Não há mal que dure

Data de criação:

access_time 30/09/2020 - 18:49

Data de atualização:

access_time 25/11/2020 - 17:23
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Diz o ditado que não há mal que sempre dure, e nem bem que nunca acabe.
Os mercados cansaram das quedas no curto prazo e foram para compras modestas, inclusive aqui, mesmo considerando o noticiário pouco favorável no lado político e econômico. O dia começou com os investidores alertados sobre novas conversas entre Nancy Pelosi e Steve Mnuchin sobre novo pacote de estímulo fiscais, dessa feita, podendo girar ao redor de US$ 1,5 trilhão. Investidores também não deram muita atenção as baixarias e falta de proposta de governo dos candidatos Biden e Trump.

Aqui, mercados ainda ajustando para as notícias do Renda Cidadã e preocupados com votações no Congresso e no STF, e ainda com a virada de mês para formação da PTAX e fechamento dos ativos na Bovespa. Bom que o dia começou mostrando forte alta do minério de ferro durante a madrugada na China de 4,98% e tonelada em US$ 123,47. Isso trouxe bom comportamento para as ações ligadas ao setor (junto com dólar forte) e siderúrgicas.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson vê problema sério com o crescimento da contaminação pela covid-19 e, na Alemanha, Angela Merkel quer evitar o “lockdown”. Já nos EUA, a nova pesquisa ADP sobre criação de vagas no setor privado em setembro (antecede o Payroll que sai sexta-feira) veio melhor que o previsto com 749 mil vagas (previsão era de 600 mil) e o ISM de Chicago da atividade industrial deu salto para 64,2 pontos, no mais alto patamar desde 2018. Também tivemos a leitura final do PIB do segundo trimestre melhor que as anteriores, apesar da queda de 31,4% (previsto era -31,7%).

Ainda nos EUA, o PCE (Deflator de Preços do Consumo) mostrou -1,6%, com núcleo em -0,8% e gastos dos consumidores encolhendo 33,2%. O lucro corporativo caiu 10,5%, mas os dados mostraram que a economia está recuperando e, segundo Neel Kashikari, do FED de Minneapolis, só precisa de nova transmissão para seguir o curso. As vendas pendentes de imóveis de agosto cresceram 8,8% no maior nível da série histórica.

Já o secretário do Tesouro impulsionou os mercados dizendo esperar acordo sobre pacote até amanhã e que haverá forte recuperação em 2021. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY reverteu queda do início da manhã e operava com alta de 1,88% em barril cotado a US$ 40,03. O euro era transacionado em queda para US$ 1,172 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,68%. O ouro e a prata invertendo para quedas na Comex e commodities agrícolas com altas na Bolsa de Chicago, também revertendo sinais negativos da manhã. O CDS (Credit Default Swap) do Brasil também deu trégua em 247 pontos.

No cenário local, a PNAD contínua do trimestre encerrado em julho veio fraca com taxa de desemprego de 13,8%, sem recuperação da PEA (População Econômica Ativa) e ocupação caindo com população ocupada encolhendo 7,2 milhões (em um ano, redução em 11,6 milhões. Os desalentados somam 5,8 milhões de pessoas).

O Bacen também anunciou o déficit primário do setor público em R$ 87,6 bilhões em agosto, com déficit no ano de R$ 571,4 bilhões (12,5% do PIB) e em 12 meses de R$ 611,3 bilhões. A estimativa para o ano é de R$ 895,8 bilhões. Já o déficit nominal de 2020 até agosto chega a R$ 785 bilhões (16,7% do PIB) e a dívida bruta estava em 88,8% do PIB.

O fluxo cambial de setembro (até 25/9) era negativo em US$ 4,5 bilhões e acumulando no ano fluxo também negativo em US$ 19,7 bilhões. No mercado, dia de dólar nervoso para formação da PTAX que fechou setembro com valorização de 3,10% e em R$ 5,641 e encerramento com -0,39% e cotado a R$ 5,615. Na Bovespa, na sessão de 28/9, os investidores estrangeiros voltaram a sacar recursos no valor de R$ 266,3 milhões, deixando o saldo do mês negativo em R$ 3 bilhões e o ano com saídas líquidas de R$ 88,3 bilhões.

Dados do Caged de agosto apontaram criação de 249,4 mil vagas, mas o ano está negativo em 849,4 mil. No mercado acionário, dia de queda de 0,53% para a Bolsa de Londres, Paris com -0,59% e Frankfurt com -0,51%. Madri com alta de 0,045 e Milão em queda de 0,24%. No mercado americano, dia de Dow Jones com +1,20% e Nasdaq com +0,74%. Na Bovespa, alta de 1,10% e índice retornando para 94.605 pontos. Destaque para CSN com +7,70%.

Na agenda de amanhã teremos o IPC-S da quarta quadrissemana, o saldo comercial de setembro e venda de veículos. Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior, a renda e gasto pessoal de agosto, e deflator de consumo (PCE) os investimentos em construção de agosto e vendas de veículos de setembro; além de mais discursos de dirigentes do FED.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-chefe do banco digital modalmais

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