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Novamente EUA indicam tendência dos mercados

Data de criação:

access_time 08/09/2020 - 18:27

Data de atualização:

access_time 25/11/2020 - 18:08
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Ontem, feriado do Dia do Trabalho nos EUA. As Bolsas da Europa chegaram a abrir essa terça-feira em alta, mas cederam logo, desde o início. Os mercados passaram a ser afetados pelo comportamento mais para negativo dos índices futuros americanos, além da forte queda do preço do petróleo, ao mesmo tempo em que o dólar se fortalecia no mercado internacional, principalmente em relação às moedas de emergentes.

Na mesma sintonia negativa, o noticiário sobre o Brexit se complicava, com Reino Unido e União Europeia falando abertamente de saída sem acordo comercial, mas com o Reino Unido buscando esses acordos com Japão e EUA. Na França, a expectativa de PIB para o ano de 2020 se situa próxima de uma queda de 9,0%.

Falando em acordo, o governo americano reafirmou querer dobrar o fluxo comercial com o Brasil nos próximos cinco anos, fechando uma primeira fase ainda em 2020. Já a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, declarou que a proposta republicana para estímulos fiscais contém itens que os Democratas nunca apoiariam. Ainda nos EUA, foi anunciada nova sanção de importação de três empresas chinesas, e a existência de mais seis que poderiam entrar na lista.

Lembramos que a maior produtora de Chips chinesa (SMIC) recebeu sanções.
Já a China, disse que vai impor sanções para autoridades e empresas americanas com relação a atuação em Taiwan. Como se vê, as relações entre os dois países segue tensa e as pressões sobre tecnologia 5G prosseguem.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, chegou a cair 8,50%, mas transitava pouco antes do fechamento com perda de 7,52%, e barril cotado a US$ 36,78. Isso ocorreu em função do anúncio, feito no final de semana, pela gigante Aramco da Arábia Saudita, de reduzir preço do óleo, ao mesmo tempo em que a Petrobras anunciava nova queda da gasolina e diesel.

O euro era transacionado em queda para US$ 1,179 e notes americanos com taxa de juros de 0,68%. Mesmo com o dólar em alta, o ouro e a prata registraram valorizações na Comex, e commodities agrícolas com viés negativo na bolsa de Chicago. O minério de ferro encerrou o dia praticamente estável, com a tonelada cotada a US$ 129,12.

No segmento local, a nova pesquisa semanal Focus do Bacen veio com inflação subindo na margem para 1,78% em 2020 e mantida em 3,0% em 2021. O PIB projetado para 2020 caiu um pouco, para -5,31% (anterior em -5,28%) enquanto a produção industrial melhorou para queda de 6,38%, vindo de anterior em -7,35%. Dólar de final de ano e superávit comercial, foram mantidos em R$ 5,25 e US$ 55,0 bilhões respectivamente. Nossa balança comercial gerou, na primeira semana de setembro, superávit de US$ 1,8 bilhão. No ano, o superávit é de US$38,1 bilhões.

Já a FGV mostrou o IGP-DI de agosto, em alta para 3,87% (anterior em 2,34%), maior que o previsto, acumulando +11,13% no ano, e 15,23% em 12 meses. Destaque para a alta do IPA agrícola, com expansão de 7,3%, e industrial com +4,71%. Na assembleia de credores da OI, a Caixa Econômica, BB e Itaú pediram suspensão da mesma, contestando o deságio de 60% em dívidas.

No mercado, dia de dólar encerrando em +1,43% e cotado a R$ 5,37, depois de ter voltado a arranhar R$ 5,40. No mercado acionário, dia de queda da bolsa de Londres de 0,12%, Paris com -1,59% e Frankfurt com -1,01%. Madri e Milão, com perdas de 1,78% e 1,81% respectivamente. No mercado americano, o Dow Jones cedeu com -2,25% e Nasdaq com -4,11%, recuperando um pouco das perdas do dia. Na Bovespa, dia de queda de 1,18% e índice em 100050 pontos, e sempre em sintonia com os movimentos do mercado americano.

Na agenda de amanhã, teremos a inflação pelo CPI e PPI na China durante essa noite. Aqui, o IBGE anuncia a inflação oficial pelo IPCA e fluxo cambial na semana anterior pelo Bacen. Nos EUA, os pedidos de hipoteca MBA da semana anterior.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-chefe do banco digital modalmais

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