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Saindo da contaminação para as vacinas

Data de criação:

access_time 15/07/2020 - 10:51

Data de atualização:

access_time 25/11/2020 - 19:48
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Ontem, no finalzinho do pregão, as Bolsas americanas tiveram um meio rali de alta, fundada no sucesso das expectativas para vacina da covid-19 anunciado pela empresa Moderna, e hoje também pela Oxford. Isso ajudou a puxar a Bovespa que encerrou com valorização de 1,77%, com índice em 100.440 pontos, cerca de 200 pontos abaixo da máxima do dia. O Dow Jones fechou com alta de 2,13% e Nasdaq com +0,94%. Dólar aqui fechando depois de muita oscilação em queda de 0,55% e cotado a R$ 5,36.

Hoje mercado seguem nessa expectativa de desenvolvimento de vacinas, com a Moderna iniciando a terceira fase no próximo dia 27/7, em cerca de 30 mil pessoas. As Bolsas asiáticas terminaram o dia com altas, exceto a Bolsa de Xangai com -1,56%, com preocupações com sanções americanas e agora com pressões do Reino Unido na aquisição de equipamentos da gigante de tecnologia Huawei.

Europa jogando fora o pessimismo com possibilidade de segunda onda de contágio e abraçando as vacinas e EUA também operando no campo positivo e todos os mercados acelerando desde o início da manhã. Aqui, firmada passagem pelos 100 mil pontos, o objetivo imediato passa a ser buscar 103 mil e 105 mil pontos, mesmo com os estrangeiros sacando recursos da Bovespa próximo de R$ 81 bilhões.

Durante a madrugada, o BoJ (BC japonês) manteve a política monetária inalterada, o que significa taxa de depósito negativa de 0,10% e títulos de 10 anos com rendimento próximo de zero. Cortou projeção para o PIB ainda mais, agora com contração estimada em -4,7% (anterior em -3%) aceitando queda no intervalo entre -4,5% e -5,7%. Mas o presidente do BoJ, Kuroda, disse que se a economia piorar poderá ampliar-se as medidas, inclusive reduzindo juros.

No Reino Unido, a inflação anualizada de junho atingiu 0,6%, maior que o previsto de 0,4% e nos EUA o presidente do FED de Richmond, Thomas Barkin, disse que a taxa de desemprego pode voltar a subir, com percepção de recessão mais prolongada e ajustes nas empresas. Hoje, prossegue a temporada de balanços com Goldman Sachs, Alcoa e UnitedHealth Group que decepcionou e ações caiam no pré-mercado.

Ontem os estoques de petróleo dos EUA no cálculo da API encolheram 8,3 milhões de barris, e hoje saem os estoques pelo Departamento de Energia. Em função disso, o petróleo WTI negociado em NY tinha alta de 1,22%, com o barril cotado a US$ 40,78. O euro mostrava alta para US$ 1,144 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,64%. O ouro operava em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com altas na Bolsa de Chicago. O minério de ferro na China fechou em queda suave de 0,26%, com a tonelada cotada a US$ 112,30.

Aqui, a Câmara aprovou o texto base da MP 926 que dispensa licitações em época de pandemia e o governo pediu que o STF negue pedido do Congresso de suspender vendas de refinarias pela Petrobras. A FGV anunciou o IGP-10 de julho com alta de 1,91% (anterior em 1,55%), acumulando inflação no ano de 6,55% e em 12 meses de 8,57%.

A agenda do dia nos EUA é pesada e tem capacidade de mexer com os mercados. Saem os índices de atividade de NY em julho, dados do Livro bege (síntese da economia), a produção industrial de junho e discursos de dirigentes do FED. Durante a noite, bateria de dados da China, incluindo o PIB do segundo trimestre. Expectativa para o dia é de Bovespa novamente em alta acompanhando o exterior, dólar mais calmo e juros ainda sob pressão.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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