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Governo Central marca déficit primário de R$ 18,2 bilhões em novembro

Data de criação:

access_time 30/12/2020 - 08:48

Data de atualização:

access_time 30/12/2020 - 08:48
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O Governo Central – que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – registrou déficit primário de R$ 18,2 bilhões em novembro de 2020. Em novembro do ano passado foi registrado déficit primário de R$ 16,6 bilhões. Os dados são nominais (não corrigidos pela inflação). As informações fazem parte do Resultado do Tesouro Nacional com dados de novembro, divulgado nesta terça-feira (29/11) durante entrevista coletiva virtual.

Em novembro, o Tesouro Nacional e o Banco Central foram deficitários em R$ 6,9 bilhões e a Previdência Social (RGPS) apresentou déficit de R$ 11,3 bilhões. Assim como nos meses anteriores, o déficit de novembro foi influenciado pelo aumento das despesas do Poder Executivo decorrentes de medidas de combate à crise da Covid-19, destaca o Tesouro.

O secretário do Tesouro Nacional substituto, Otávio Ladeira, disse que a pequena diferença em relação ao déficit de novembro do ano passado reflete fatores como a retomada do recolhimento de tributos que foram diferidos (tiveram a cobrança adiada) no início do ano, na fase crítica de impactos da pandemia do novo coronavírus. Agora esses recolhimentos começaram a ser retomados e permitiram que os resultados destes últimos meses do ano se aproximem dos números apurados em igual período de 2019.

O fato é que o resultado foi bem melhor do que apontavam as expectativas de mercado. Conforme apurado pelo relatório Prisma Fiscal – no qual a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia consolida as projeções dos agentes privados quanto aos principais indicadores macroeconômicos – havia projeção de que o déficit primário fosse de R$ 55,1 bilhões em outubro (mediana das projeções).

O recolhimento de parte das receitas diferidas no início da pandemia resultou em impacto positivo no fluxo de receitas em novembro. A receita total do mês cresceu 5,4% em termos reais quando comparada ao mesmo mês de 2019, impulsionada pelo crescimento das receitas administradas, com alta de 6,7%, e da arrecadação líquida para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), com elevação de 17,1%, em termos reais.

Acumulados

No acumulado entre janeiro e novembro de 2020, déficit primário alcança R$ 699,1 bilhões, ante déficit de R$ 80,4 bilhões em igual período de 2019 (também em valores nominais). No acumulado até novembro de 2020, a Previdência Social (RGPS) registrou déficit de R$ 270,7 bilhões, enquanto o Tesouro Nacional e o Banco Central apresentaram déficit de R$ 447,1 bilhões (considerando valores atualizados a preços de novembro de 2020).

O resultado primário do Governo Central acumulado em 12 meses (até novembro de 2020) é deficitário em R$ 732,9 bi, valor equivalente a 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB). A atual projeção de déficit primário para o Governo Central é de R$ 831,8 bilhões em 2020, próximo a 11,5% do PIB, aponta o Tesouro Nacional.

O total do déficit do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), dos servidores públicos civis e pagamentos de pensões e inativos militares alcança R$ 381,6 bilhões (5,1% do PIB) no Governo Central, considerando o acumulado em 12 meses em período encerrado em novembro. Os valores estão atualizados a preços do mês passado, considerando a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. (IPCA). A deterioração no resultado do RGPS decorre do efeito conjunto da queda da arrecadação líquida para o RGPS e da antecipação do pagamento do 13º da previdência com impactos em abril, maio e junho.

Redação

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