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DPGE: o que é e como funciona o depósito a prazo com garantia especial

Data de criação:

access_time 29/05/2020 - 10:58

Data de atualização:

access_time 26/11/2020 - 11:43
format_align_left 17 minutos de leitura

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Tem conceito pouco disseminado no meio dos investidores, especialmente entre os que ainda estão iniciando nesse mercado. No entanto, é fundamental que você conheça o que ele significa e sua importância para as suas aplicações.

 

Este artigo servirá como uma espécie de guia do DPGE. Aqui você aprenderá sobre:

  • O que é DPGE e como funciona;
  • Quais os seus rendimentos;
  • Vantagens e desvantagens;
  • Liquidez;
  • Tributação;
  • Quais são os riscos desse tipo de investimento;
  • Vale a pena investir nele?

 

Acompanhe para se tornar um especialista em DPGE!

 

O que é DPGE e como ele funciona?

DGPE é a sigla utilizada para designar o termo “depósito a prazo com garantia especial” e se trata de um recurso que os bancos e as instituições financeiras, de pequeno e médio porte, utilizam para arrecadar fundos a serem utilizados em suas operações.

Quando um investidor adquire um título desse, ele passa a ser credor do banco que o emitiu, tendo o direito de receber um percentual de juros sobre o capital que foi aplicado.

Essa é uma modalidade de investimentos relativamente nova. O produto foi criado em 2009 e teve como função principal auxiliar os bancos de porte menor a captarem recursos. A principal característica desse investimento, é a possibilidade de proteção do FGC, com um teto de garantia superior em relação aos demais títulos protegidos pelo mesmo.

O FGC é uma entidade privada e sem fins lucrativos que administra o mecanismo que protege os recursos dos investidores, poupadores e, até mesmo, correntistas de bancos. Ele tem por objetivo garantir a recuperação de depósitos ou créditos que estão em uma instituição até o limite de R$ 250.000,00 (garantia ordinária), em caso de uma intervenção, falência ou recuperação judicial do banco ou da instituição financeira.

Além da garantia ordinária, existe a garantia especial, que é utilizada exclusivamente para esse tipo de investimento que estamos tratando neste artigo. Nesse caso, é possível a garantia ao investidor em um limite de R$ 20.000.000,00, considerando o somatório entre o montante investido e a sua rentabilidade já contabilizada.

Como recomendado pelo próprio FGC, é importante observar que a identificação no título, de que este se trata de um depósito, deve estar especificada no contrato firmado e/ou na nota de negociação emitida pela instituição financeira, sendo que as aplicações em DPGE somente podem ser vinculadas a um único titular.

Certamente, você já deve ter ouvido falar ou lido em algum site ou jornal sobre as garantias do FGC para alguns investimentos, como letras de crédito imobiliário e do agronegócio. Entretanto, para o DPGE, essa proteção é totalmente diferenciada, ao contar com uma garantia em valor bem mais elevado.

Com esse grandioso amparo promovido pelo fundo garantidor de crédito, o DPGE acabou tornando-se uma aplicação muito buscada por investidores com grandes montantes disponíveis para investir, especialmente aqueles que têm um perfil conservador e não pretendem resgatar o valor aplicado antes do vencimento da aplicação.

Em outro tópico deste artigo, explicaremos melhor como funciona a liquidez do DPGE. No momento, é importante que você saiba que os prazos desse ativo são diferentes de outros de renda fixa.

O capital alocado em DPGE não pode ser resgatado antes da data de vencimento definida no momento da aplicação, sendo que este prazo nunca será inferior a 6 meses e nem superior a 32.

Quais são seus rendimentos?

Agora que você já sabe o conceito de DPGE e como ele funciona, entraremos em um assunto que interessa a maioria dos investidores: a rentabilidade desse tipo de investimento.

Inicialmente, é importante que você saiba que ela pode ser prefixada, pós-fixada, ou híbrida.

Tendo rentabilidade prefixada, o investidor sabe exatamente quanto vai receber ao final da aplicação, já que não terá a rentabilidade do seu ativo alterada por qualquer fator.

Por outro lado, se houver expectativa de alta na Selic, pode ser mais interessante optar pela rentabilidade pós-fixada. Nesse caso, o investidor não ficará sabendo quanto exatamente vai receber ao final da aplicação, no momento da contratação, mas saberá qual a rentabilidade sobre seu ativo com base nas variações de um indexador denominado de certificado de depósito interbancário (CDI).

Assim, você terá apenas uma noção de quanto renderá sua aplicação, sabendo exatamente o quanto receberá apenas quando o contrato chegar ao fim.

A grosso modo, podemos afirmar que a rentabilidade do DPGE tem uma média aproximada de 113% do CDI, variando entre 105% a 125%, dependendo do título e da instituição que comercializou.

Como citado acima, o DPGE também pode ser emitido oferecendo rentabilidade híbrida, ou seja, quando possui uma taxa prefixada + determinado indexador, geralmente o IGP-M ou o IPCA. Entretanto, ativos indexados a esses dois índices não são tão comuns como os exemplos mencionados anteriormente.

Apesar de pouco buscados, esses casos podem ser interessantes, afinal, ativos indexados a esses índices proporcionam rendimentos superiores à inflação. Logo, eles não sofrem tanto com as instabilidades que são geradas pela política monetária do governo, quanto as taxas da nossa economia.

Um ponto importante de ser mencionado, ao qual você precisa ter muita atenção, é o fato de que esse título não pode ser resgatado antes do vencimento predeterminado no ato da compra.

Portanto, investir em DPGE é algo que precisa ser cuidadosamente estudado. Se você possui objetivos voltados ao curtíssimo prazo, ou quer destinar o recurso aplicado, como sua reserva de emergência, certamente essa aplicação não é a melhor escolha.

Por esses motivos, você precisa, antes de tomar qualquer decisão, verificar quais são os seus objetivos de curto, médio e longo prazos, bem como analisar o seu perfil de investidor para extrair uma análise mais aprofundada dessa aplicação e, a partir de então, tomar uma decisão que será a mais correta possível.

Afinal, quando se fala em investimento, é importante ter em mente que existe uma variedade numerosa de títulos, e cada um deles é aplicado a perfis e objetivos diferentes. Isso significa que certamente existirá uma modalidade que está adequada às suas necessidades atuais.

Para finalizar o assunto sobre os rendimentos, é necessário entender que o percentual pode não ser muito atrativo para quem está acostumado com ativos de renda variável, como ações, mercado futuro ou fundos imobiliários. Afinal, títulos de renda fixa tendem a ter uma rentabilidade menor, bem como riscos consideravelmente reduzidos.

A quem esse tipo de investimento se destina?

Existe um detalhe que precisa ficar muito claro em sua mente: para qual tipo de pessoa esse investimento se destina. Um ativo ideal para uma pessoa pode não ser interessante para a outra – tudo dependerá de características individuais, logo, que podem variar muito de uma pessoa para outra. Por isso, apenas repetir carteiras de investimento de outras pessoas sem a devida assessoria pode ser algo extremamente prejudicial para o investidor.

Nesse contexto, é importante ressaltar que, a maioria dos títulos de DPGE é ofertado sob aportes mínimos bastante elevados e um pouco fora da realidade de algumas pessoas – geralmente, a partir de R$ 250.000,00.

Além disso, ele é interessante para pessoas que têm um perfil mais conservador, ou seja, que não conseguem imaginar a possibilidade de correr riscos e que preferem comprometer a rentabilidade do seu dinheiro a vislumbrar a possibilidade de perder. Se você possui perfil arrojado ou, até mesmo, moderado, existem outras modalidades que podem ser mais interessantes.

Além disso, o DPGE também é muito utilizado por pessoas que não têm tempo para se dedicar ao estudo e à análise do mercado financeiro, entretanto, que também reconhecem que a poupança não é uma aplicação atrativa e pode, inclusive, fazer o dinheiro perder o seu valor com o passar dos anos, principalmente grandes quantias.

Apesar disso, não significa que você, um investidor de perfil arrojado ou moderado que tenha recursos suficientes, não possa fazer esse tipo de investimento. Afinal, o segredo para uma é a diversificação, e o DPGE é uma grande opção de título de renda fixa com baixo risco.

Você pode, por exemplo, fazer esse tipo de aplicação para resgatar com o prazo máximo de 36 meses, objetivando a compra de um bem de consumo, para realizar o sonho de uma viagem, trocar de carro, construir uma casa – enfim, os objetivos são os mais variados possíveis.

A maior limitação, no entanto, está no volume do aporte mínimo, como citamos anteriormente.

Quais são as suas vantagens e desvantagens?

Agora que você já entendeu um pouco mais sobre o DPGE, mostraremos quais são as suas principais vantagens e desvantagens. Assim, será mais fácil pesar cada uma delas e tomar a decisão mais coerente.

 

Vantagens

Vamos, inicialmente, tratar das vantagens desse tipo de aplicação.

Sem nenhuma dúvida, seus principais diferencias são a garantia e o amparo proporcionados pelo FGC, o que garante um nível de segurança muito alto, perfeito para quem não quer ter preocupações muito grandes com possíveis perdas de capital aplicado.

O fato de o DPGE possuir essa garantia especial pelo FGC, muito superior à garantia ordinária, faz dele um investimento muito atraente, especialmente para quem possui grandes quantias para investir

Além disso, possui rentabilidades bem atrativas. Não só pelo percentual sobre determinados indexadores, mas também pelo fato de oferecer opções de rentabilidade híbridas, por exemplo.

Outro ponto interessante é que você pode contribuir com o crescimento de bancos ou instituições financeiras de pequeno porte. Afinal, elas são as principais emissoras desse tipo de título.

 

Desvantagens

Como nem tudo são flores, o DPGE também possui algumas desvantagens que você precisa conhecer para considerar na hora de aplicar seus recursos.

Um dos primeiros pontos é a questão da liquidez, que costuma ser bastante inferior em relação aos demais títulos de Renda Fixa. Discorreremos um pouco mais sobre ela em outro tópico.

Devido a essa baixa liquidez, não é possível resgatar esse título antes do vencimento, seja de forma parcial ou total.

Outro ponto que pode ser uma desvantagem para alguns investidores é o fato de muitas DPGEs disponíveis no mercado terem um valor mínimo de aplicação bastante elevado para o pequeno investidor. Em média, títulos considerados “baratos”, giram em torno de R$ 250.000,00.

Outra questão que é considerada como desvantagem é a possibilidade de falência do banco emissor – mas fique tranquilo. Isso não significa que você pode perder todo o seu dinheiro. Lembre-se de que existe a providencial proteção do FGC no limite de R$ 20.000.000,00.

E, caso isso aconteça, apesar de a restituição, até o limite citado acima ser garantido, o prazo para que ocorra é um pouco incerto. Para saber mais, e ficar mais tranquilo a respeito disso, leia o artigo que preparamos sobre o FGC.

Como funciona a sua liquidez?

Agora, discorreremos um pouco mais sobre a liquidez desse tipo de aplicação.

Inicialmente, é preciso entender o conceito de liquidez. Explicando de forma bastante resumida, liquidez é a capacidade que determinado ativo tem para ser transformado em dinheiro na conta do investidor.

O prazo de vencimento de um título DPGE, determinado no momento da contratação, como você já sabe, varia entre 6 meses e 3 anos.

E como citado no tópico anterior, por não possuir liquidez no mercado, o resgate ocorre somente no vencimento, sem exceções.

 

Quais são os tributos que incidem sobre a aplicação?

Outro ponto que você precisa ter atenção é com relação ao Imposto de Renda incidente sobre as aplicações do DPGE.

Nesse caso, a tributação tem alíquotas iguais às incidentes sobre a maioria dos demais títulos de renda fixa que nós conhecemos.

Ou seja, a tributação segue a tabela regressiva de IR, e sempre sobre a rentabilidade obtida.

Para você entender melhor como esse critério funciona, acompanhe a listagem a seguir:

  • Aplicações acima de 720 dias terão uma alíquota de 15% sobre a rentabilidade;
  • Se o prazo estiver entre 361 a 720 dias, a alíquota subirá para 17,5%;
  • Em caso de aplicações entre 181 e 360 dias, será aplicado o percentual de 20% sobre a rentabilidade obtida;
  • Por fim, em aplicações de até 180 dias, a alíquota do Imposto de Renda será de 22,5%.

Trazendo para um exemplo prático, se você aplicar R$ 250.000,00 em um DPGE que proporciona uma remuneração de 8,5% a.a., e mantiver o título por um prazo de 361 dias,  o valor retido sobre o rendimento, a título de Imposto de Renda, será R$ 3.723,00.

Vale a pena ressaltar que os R$ 250.000,00 aportados não entram na base de cálculo do tributo, somente a rentabilidade bruta que, nesse exemplo hipotético, foi de R$ 21.275,00 em um período de 12 meses.

Quais são os riscos desse tipo de investimento?

Apesar de o investimento em DPGE ser considerado de baixo risco, de fato, eles existem e precisam ser considerados.

Basicamente, os riscos estão mais relacionados à falência do banco emissor do documento, que já mencionamos anteriormente e que pode ser absorvido pelo FGC, até um limite preestabelecido.

Outra situação que devemos considerar e que pode ser um pouco mais grave está no fato da instabilidade econômica, que pode interferir na rentabilidade do ativo.

Nesse caso, pode ocorrer uma queda na rentabilidade de títulos pós-fixados, o que poderia fazer o investidor ter o seu rendimento reduzido, especialmente devido a problemas com taxas inflacionárias, entre outras, além de ter que permanecer com o valor aplicado, podendo perder outras oportunidades que possam surgir.

Além disso, o DPGE pode não ser mais vantajoso do que outras aplicações de renda fixa que contam com a isenção do Imposto de Renda, com liquidez maior e rentabilidade equivalente.

Todos esses elementos precisam ser pesados pelo investidor antes de adotar a aplicação nesse tipo de título. Além disso, vale a pena ressaltar que o acesso a eles é bastante restrito, pois não existem muitas ofertas no mercado.

Logo, se você pretende adquirir DPGE, precisa ficar atento às oportunidades e agarrá-las assim que elas surgirem. Isso porque, como são títulos escassos, eles podem surgir e desaparecer em apenas alguns dias.

Apesar disso, reiteramos o fato de que o DPGE é um título seguro, de baixo risco, ideal para pessoas que têm um perfil mais conservador ou que pretendem investir grandes quantias por um tempo determinado, sabendo que não o utilizarão durante o período.

Vale a pena investir em DPGE?

Depois de ler tudo isso, a pergunta que fica no ar é a seguinte: afinal, investir em DPGE vale a pena? A resposta para ela jamais poderia ser absoluta ou certeira, pois nada no mercado financeiro é totalmente certo.

Isso dependerá muito do perfil do investidor, do tamanho do seu capital e do quanto pretende ganhar com suas aplicações. O que você precisa entender é que estamos diante de uma aplicação de baixo risco, mas que também não permite resgate antecipado. Com essas informações em mente, é possível observar uma direção a ser tomada.

Porém, como já citado, se você pretende investir uma quantia alta em dinheiro, evitando ao máximo correr riscos e aproveitando uma boa rentabilidade, sem dúvidas, o DPGE é uma excelente oportunidade.

Portanto, a resposta para essa pergunta é muito pessoal e precisa levar em consideração uma série de aspectos sobre a sua personalidade enquanto investidor, assim como os riscos que está disposto a correr, o tamanho do seu patrimônio e os seus objetivos.

Por fim, podemos concluir que o DPGE é uma modalidade de investimentos que tem vantagens e desvantagens, sendo fundamental que você avalie todos os elementos que mencionamos e verifique se esse tipo de aplicação está alinhada com os seus objetivos e seu perfil de investidor.

Se você quer saber um pouco mais sobre esse e outros títulos para investir, abra sua conta no modalmais e confira todas as oportunidades que temos a oferecer.

 

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