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Mercado prevê inflação pelo IPCA em 4,38% em 2020, segundo Bacen

Data de criação:

access_time 04/01/2021 - 12:06

Data de atualização:

access_time 06/01/2021 - 10:45
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O Bacen, Banco Central do Brasil, divulgou hoje (4) seu boletim semanal Focus, com estimativas do mercado e projeções dos indicadores da economia.

De acordo com o documento, a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2020 caiu – pouquíssimo – foi de 4,39% para 4,38%.

O indicador ultrapassa o centro da meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4%. Mas se considerada a margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o índice permanece dentro da meta, já que pode variar de 2,5% a 5,5%.

A projeção para 2021 também foi reduzida, pela segunda semana consecutiva, de 3,34% para 3,32%. Já o índice esperado para 2022 e 2023 permaneceu inalterado, de 3,50% e 3,25%, respectivamente.

Outro parâmetro adotado pelo mercado financeiro é a taxa básica de juros, a Selic, que consiste no principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Nesta edição, a taxa prevista para 2021 foi diminuída de 3,13% para 3%. Quanto a 2022 e 2023, a expectativa é de que seja de 4,5% e 6%.

No dia 9 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a decisão, tomada em unanimidade, de manter a Selic em 2% ao ano.

A redução da Selic favorece o barateamento do crédito e leva a um menor controle da inflação, o que estimula a produção e o consumo. Apesar disso, os bancos consideram também outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como o risco de inadimplência, a margem de lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando a Selic é mantida, o comitê considera que ajustes anteriores foram suficientes para manter a inflação sob controle. E, para os investidores, uma Selic baixa indica que o caminho para aumentar a rentabilidade é buscar diversificação de carteira.

O dólar vai subir?

Ainda segundo o boletim Focus, a cotação do dólar para 2021 foi mantida em R$ 5,00. O valor estimado para 2022, por sua vez, foi reduzido de R$ 4,55 para R$ 4,50.

 

(com informações da Agência Brasil)

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