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Tributação CDB: entenda como funciona e as taxas de aplicação

Data de criação:

access_time 01/02/2021 - 11:16

Data de atualização:

access_time 01/02/2021 - 14:16
format_align_left 9 minutos de leitura

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Os Certificados de Depósito Bancário, ou CDBs, são títulos muito procurados por pessoas que pretendem ter uma rentabilidade maior que a da poupança em suas aplicações. Contudo, a tributação e as taxas que podem incidir sobre um investimento, devem ser muito bem analisadas.

Para investir em CDB não pode ser diferente. No caso desse título de renda fixa, por exemplo, há o recolhimento do Imposto de Renda sobre a rentabilidade obtida no investimento. Logo, algumas variáveis, como o prazo e objetivo da aplicação, precisam ser consideradas.

Neste artigo, mostraremos tudo sobre esse tributo incidente sobre o CDB, auxiliando você na hora de tomar suas decisões de investimento. Acompanhe!

 

Como funciona a rentabilidade do CDB?

No caso do CDB com rentabilidade prefixada, o investidor consegue saber exatamente quanto o seu investimento gerará de retorno após a finalização do prazo da aplicação.

Por outro lado, o CDB pós-fixado é uma modalidade em que a rentabilidade do ativo está atrelada ao desempenho de um indicador de referência, que, na maioria dos casos, é o CDI.

Essa é a modalidade de rentabilidade mais escolhida nos CDBs. Nesse caso, o banco oferece um percentual desse indexador, por exemplo: 95% do CDI ou 100% do CDI. Tudo vai depender da instituição que comercializa o título.

Além desses dois tipos, também existe o CDB atrelado à inflação. Nessa modalidade, a rentabilidade é híbrida, assim o emissor oferece um percentual fixo adicionado ao indexador. Por exemplo, 5% + , que varia de acordo com a flutuação econômica.

Esse ativo é mais interessante para as pessoas que querem manter as suas aplicações rendendo sempre acima da inflação. Nesse caso, mesmo que o percentual do IPCA suba muito, o seu dinheiro será corrigido por ele, mantendo sua rentabilidade com ganho real sempre positivo.

 

Qual é a aplicação mínima nos CDBs?

Alguns bancos, corretoras ou instituições financeiras podem cobrar certos valores para que um investidor adquira um título de CDB. Grandes empresas, por exemplo, não permitem emissão de títulos com valores inferiores a R$ 500,00.

Por outro lado, existem aquelas que aceitam que o investidor aplique qualquer quantia em dinheiro. Nesse caso, você deve verificar com a sua corretora ou o seu banco os limites para adquirir esse ativo.

 

 Imposto de Renda vs CDB

Agora que você entendeu os conceitos básicos do CDB, vamos aprofundar um pouco mais na sua tributação. Inicialmente, discorreremos sobre o famoso e temido Imposto de Renda.

Esse é um tributo administrado pela Receita Federal do Brasil e que incide sobre todas as pessoas físicas e jurídicas que tiveram algum tipo de renda, seja ela de origem salarial ou rentabilidade de investimentos.

A despeito dos casos que são isentos do Imposto de Renda, no CDB sempre existirá a necessidade de recolhimento desse tributo.

A base de cálculo da tributação será a rentabilidade do ativo, e não todo o montante. Por exemplo: imagine que você tem um CDB no valor de R$ 10 mil, que, em um ano, remunerou um total de R$ 750.

Nesse caso, a alíquota correspondente do Imposto de Renda será aplicada somente sobre os R$ 750, e não o montante total que seria de R$ 10.750. Além disso, existem outros detalhes, que mencionaremos nos tópicos seguintes.

 

Como funciona a tributação do CDB?

Entendido como incide o Imposto de Renda sobre o CDB, mostraremos as variações da alíquota dessa tributação. Para tanto, é preciso saber que a cobrança ocorre no momento do resgate do investimento.

Quanto mais tempo a sua aplicação permanece ativa, menor será a alíquota do Imposto de Renda. Isso significa que o CDB segue o mesmo padrão dos outros títulos de renda fixa, com a tabela regressiva do Imposto de Renda. Veja quais são as alíquotas de acordo com o prazo das aplicações:

 

  •  Até 6 meses — 22,5%;
  •  De 6 meses até 12 meses — 20%;
  •  De 12 meses a 2 anos — 17,5%;
  •  Acima de 2 anos — 15%.

 

Isso nos mostra que, quanto mais tempo você mantiver um investimento em CDB, menor será o percentual de IR incidente sobre a aplicação.

Parece muito simples, mas ainda não acabou. Existe outro tributo de que muitas pessoas se esquecem e que também pode interferir na rentabilidade final da sua aplicação.

Estamos tratando do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Dessa forma, ao resgatar um CDB em menos de 30 dias após a aplicação, o investidor arca com esse imposto, que incide sobre a rentabilidade de sua aplicação, ocorrida dentro daquele período.

Esse imposto federal foi colocado dessa forma para desestimular o resgate rápido dos valores, tendo em vista que, quando isso ocorre, o banco pode ficar com baixa liquidez para honrar seus compromissos.

Assim como o Imposto de Renda, o IOF também segue uma tabela regressiva, mas no caso desse último, a alíquota chega a zero a partir do 30º dia de aplicação.

 

Quais são as taxas do CDB?

Além do Imposto de Renda e do IOF, não há outras taxas obrigatórias sobre o CDB, como administração, mas é importante ficar atento à corretora ou ao banco de investimentos que você irá escolher para intermediar a compra desse título, visto que algumas podem cobrar taxas de custódia sobre seus investimentos ou mesmo corretagem.

Apesar disso, como esse é um título buscado por muitos investidores, a grande maioria das instituições está isentando seus clientes dessas cobranças para estimulá-los a adquirirem seus CDBs.

 

Considerando o Imposto de Renda e as taxas do CDB, vale a pena investir nele?

Após conhecer os tributos que incidem sobre o CDB, bem como as taxas que podem ser cobradas por algumas instituições, uma pergunta pode ter ficado no ar: vale a pena investir em CDB?

Resumidamente, a resposta é sim. No entanto, sua decisão deve ser tomada com base em seus objetivos. Além disso, algumas características devem ser levadas em consideração. Uma delas é a segurança.

Os CDBs são considerados ativos de baixíssimo risco. Isso porque, ao aplicar neles, você tem a oportunidade de escolher grandes instituições, além do fato de que contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para até R$ 250 mil investidos no título.

Além disso, também existe a questão da liquidez do ativo, ou seja, o tempo que ele demora para se transformar em dinheiro disponível na conta do investidor.

O CDB é um produto pensado para diversos horizontes de investimento, atendendo prazos curtos, médios e longos. Com ele, há a possibilidade de se ter um investimento de liquidez diária, mas também há opções para prazos de até cerca de dez anos, por exemplo.

No entanto, essa questão da liquidez é algo que pode variar bastante de uma instituição para outra. Da mesma forma que existem aquelas que oferecem a possibilidade de saque imediato, também há as que exigem alguns dias, meses ou anos.

Dentro de um mesmo banco, podem existir os dois tipos de produtos financeiros, ou seja, um CDB de altíssima liquidez, bem como um de baixa. Por isso, você deve analisar com muito cuidado antes de adquirir um.

Por fim, não podemos deixar de mencionar que o CDB é uma excelente opção para a diversificação da sua carteira de investimentos, especialmente para o perfil de investidor conservador.

Mas ele não deixa de ser recomendado também para perfis moderado e arrojado. Nesse caso, você pode manter parte do seu capital em um título protegido, como o CDB, e separar um outro montante para ativos de maior risco, como as ações, o mercado futuro e outros investimentos da Bolsa de Valores.

A diversificação é a regra de ouro para o investidor que deseja proteger o seu capital e, ao mesmo tempo, experimentar a rentabilidade de diversos outros ativos que existem no mercado financeiro.

Como você pôde perceber, a tributação que incide sobre o CDB também não é nenhum “bicho de sete cabeças”. E agora que você conhece bem os detalhes em torno do produto, terá mais tranquilidade para aplicar nessa modalidade de investimento tão buscada no Brasil.

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