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ANÁLISE: Como a bolsa de valores pode ser atraída pela tecnologia 5G?

Data de criação:

access_time 11/03/2021 - 14:40

Data de atualização:

access_time 11/03/2021 - 14:40
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Com a chegada da tecnologia 5G, prevista para o Brasil em 2022, com base na aprovação da Anatel em 25 de fevereiro deste ano, o edital do leilão para as frequências disponibilizará, àqueles que decidirem participar do leilão, muitos recursos de expansão de suas redes.

Segundo a revista RTI (Redes, Telecom e Instalações), pesquisas apontam que, apesar da pandemia do coronavírus, mais de 30% dos países, em janeiro de 2021, tem disponível a tecnologia 5G e um crescimento de cerca de 350% em relação à 2019.

A nova tecnologia trará não somente melhoria no sistema de telefonia móvel, mas também, o trânsito de carros autônomos, medicina à distância, ensino a distância, eletrodomésticos conectados à internet e muito mais.

O investimento na área, não somente das operadoras, como também em empresas de infraestrutura e serviços, aumentará significativamente. Dados do Banco Mundial sobre o impacto do 5G preveem um crescimento econômico social mundial na ordem de US$ 13,2 trilhões/ano até 2035.

Diante dessa expectativa, operadoras, fabricantes de telefones móveis, veículos com tecnologia autônoma e eletrodomésticos, deverão gradativamente ser lançados e substituídos pelos consumidores brasileiros e mundiais.

Movimentos no Brasil, como da Oi de renunciar à rede móvel e focando seus investimentos em infraestrutura de redes de fibra óptica, coração do 5G, podem levar a empresa, do ponto de vista financeiro, a outro patamar, no qual sua estrutura poderá servir de base para a telefonia celular.

Neste sentido, empresas como a TIM, Vivo e Claro, estarão concentradas na venda de serviços de streaming, canais de venda digitais, onde as altas velocidades que o 5G proporciona, será essencial para esse tipo de comercialização de serviços.

Evidentemente, essa demanda por consumo de dados, serviços, produtos e soluções que serão oferecidas pela nova tecnologia, trará bastante investimento em desenvolvimento de novos produtos, promovendo a valorização – e essa será uma tendência – das empresas de telecomunicações, não somente as operadoras, mas também, aquelas que proverão a estrutura, como a Oi e os prestadores de serviços ligados a este segmento.

Diante desse contexto, a previsão feita pelo Banco Mundial, certamente, trará para o Brasil potenciais investidores, não somente nas operadoras e prestadoras de telecomunicações, mas um universo mais amplo de produtos e serviços dos quais a demanda dos usuários tende a crescer com a chegada da tecnologia.

Não obstante, o mercado financeiro será beneficiado, pois além do mercado já conhecido das chamadas “teles”, haverá a demanda de investimento e retorno dos papéis (ações) das empresas de todos os setores da economia

O investimento nos fabricantes de equipamentos de telecomunicações, sem dúvida, será beneficiado por esse novo mercado e valorização de suas ações nas bolsas do Brasil e no mundo todo, bem como, a geração de mais empregos para o país.

*Julian Alexienco Portillo é engenheiro de telecomunicações, mestrando em Economia e Mercados da Universidade Presbiteriana Mackenzie e bolsista de pesquisa do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica

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