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ANBIMA: Captação Líquida de Fundos fica positiva em R$ 38,3 bilhões em fevereiro

Data de criação:

access_time 09/03/2021 - 09:15

Data de atualização:

access_time 09/03/2021 - 09:15
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A indústria de fundos de investimento teve captação líquida positiva de R$ 38,3 bilhões em fevereiro. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – ANBIMA, o montante é 11,2% superior ao registrado no mesmo período de 2020.

A classe de renda fixa foi destaque no mês com captação líquida positiva de R$ 17,3 bilhões. Desse total, R$ 19 bilhões foram fruto de um aporte concentrado em um único fundo, que é o mais representativo dentre os classificados como renda fixa duração baixa soberano (investem 100% em títulos públicos).

Na sequência, aparecem os multimercados com saldo líquido de R$ 10,5 bilhões. O tipo investimento no exterior (aplica acima de 40% em ativos internacionais) puxou o desempenho positivo com captação líquida de R$ 7,5 bilhões. Um dos fatores foi a alta do dólar de 1% em fevereiro, com a taxa de câmbio encerrando o mês em R$ 5,53.

Os fundos de ações tiveram entrada líquida de R$ 6,8 bilhões, mesmo com a queda de 6,1% do Ibovespa no mês. O montante é o maior dos últimos 12 meses, quando foi registrada captação positiva de R$ 8,6 bilhões. O tipo ações livre (não tem compromisso de concentração em nenhuma estratégia específica) foi responsável por 76% desse total, ou seja, R$ 5,1 bilhões. A evolução também pode ser vista na alta dos produtos: em fevereiro, dez novos fundos foram registrados na ANBIMA, totalizando 3.118.

“A classe de ações está em uma trajetória positiva nos últimos anos e com aportes cada vez mais expressivos, inclusive, descolados dos movimentos do Ibovespa. Isso demonstra a evolução dos investidores na busca por diversificação e maior risco”, afirma Pedro Rudge, diretor da ANBIMA.

Apesar da alta do dólar, os fundos cambiais tiveram resgates líquidos de R$ 40 milhões. Atualmente, esses fundos representam menos de 1% do patrimônio líquido da indústria e contam com 125,5 mil contas, distribuídas em 64 produtos.

Os ETFs (Exchange Traded Funds) tiveram uma entrada significativa no mês: R$ 2,1 bilhões – a maior desde março de 2020. A classe de ETFs de renda variável foi responsável por 93% desse total, com captação de R$ 1,9 bilhão.

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