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BB Investimentos ressalta papéis da GOL

Data de criação:

access_time 31/07/2020 - 16:02

Data de atualização:

access_time 31/07/2020 - 16:02
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Os analistas do BB Investimentos avaliaram no relatório desta sexta-feira, o desempenho financeiro da GOL. A companhia apresentou resultados, como esperado, negativos e, ao mesmo tempo, já desenvolveu estratégias para vencer os desafios.

GOL

A GOL apresentou seus números (não auditados) do 2T20. O destaque positivo veio das ações acertadas e céleres visando equilibrar o fluxo de caixa de curto prazo, preservando a liquidez da companhia. Com efeito, a GOL encerrou o 2T20 com R$3,3 bilhões em caixa e recebíveis. Mais um destaque no trimestre foi em relação à gestão da capacidade ofertada, que resultou em taxa de ocupação de 78% das aeronaves.

Os impactos diretos da pandemia no volume de operações do segundo trimestre já eram conhecidos pelo mercado, por meio do monitoramento de dados da ANAC, e também pela transparência de informações das companhias. Nesse sentido, a GOL encerrou o mês de junho com uma frota total de 130 aeronaves, das quais apenas 27 efetivamente operando em sua malha. Em relação a junho de 2019, as operações de voo representaram apenas 13%, em média, do ano anterior.

No primeiro semestre de 2020, a GOL reduziu sua frota em nove aeronaves, e planeja devolver outras sete aeronaves nos próximos trimestres. A GOL tem a possibilidade de reduzir a frota em 30 aeronaves adicionais entre 2021-2022, de forma a adequar o planejamento de sua frota em relação às necessidades do mercado.

Pelo lado da demanda, no 2T20 o número de Passageiro Pagantes por Quilômetro (RPK) diminuiu em 91,3% a/a. Já pelo lado da oferta de assentos, o número de Assentos Ofertados por Quilômetro (ASK) sofreu uma redução de 91,3% a/a. Com relação a quantidade de passageiros, foram transportados 627 mil passageiros no trimestre (-92% a/a).

Com isso, a receita líquida no 2T20 atingiu R$ 358 milhões (-89% a/a). Vale mencionar a evolução mensal da receita mensal que ficou em R$104,3 milhões em abril e terminou com R$164,1 milhões em junho. As receitas de cargas e programa de fidelidade, totalizaram R$115 milhões, uma redução de 37% em comparação ao 2T19.

Os custos e despesas operacionais no 2T20 apresentaram queda de 55,5% a/a, e foram de R$ 1,2 bilhão versus R$ 2,8 bilhões no 2T19. Com efeito, o EBIT no 2T20 ficou negativo em R$ 897,6 milhões ante R$ +318,9 milhões no 2T19. O resultado financeiro foi de R$ 1,1 bilhão negativo contra R$ -418 milhões no mesmo período de 2019. Por fim, o prejuízo no trimestre foi de R$ 1,9 bilhão. A alavancagem financeira no trimestre ficou em 4,5x versus 2,6x no 1T20.

“O trimestre mais difícil ficou para trás. Os próximos trimestres ainda deverão exigir muitos desafios para a GOL e toda a indústria aérea mundial. O suporte de novas emissões de debêntures, com a participação do BNDES, deverá contribuir para reforçar a liquidez da GOL ao longo dos próximos trimestres. O principal item a ser destacado é a capacidade da GOL em conduzir os impactos da forte contração de demanda por meio do gerenciamento das diversas frentes negociais com o macro ambiente da indústria aérea. Ainda sem uma visibilidade para a retomada na demanda por voos aos níveis de 2019.”

A recomendação é NEUTRA ao preço-alvo de R$ 20,0 para a GOLL4 para o final de 2020.

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