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(Correção) Bolsas Europeias recuam com BCE

Data de criação:

access_time 16/07/2020 - 16:06

Data de atualização:

access_time 16/07/2020 - 16:06
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As bolsas da Europa recuaram nesta sessão, com uma série de fatores no radar do investidor. A agenda carregada, a temporada de resultados e as declarações da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, elevaram a cautela. No foco permaneceu o coronavírus e os dados econômicos da China.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,47% aos 372.13 pontos em Londres; o índice FTSE100, bolsa de Londres, ficou em queda de 0,67% aos 6.250 pontos; o índice DAX30, bolsa de Frankfurt, ficou em queda de 0,43% aos 12.874 pontos; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 0,46% aos 5.085 pontos; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,37% aos 20.356 pontos; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,17% a 7.474 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 1,09% a 4.468 pontos.

A China, local de surgimento do coronavírus, viu o Produto Interno Bruto – PIB subindo 3,2% no segundo trimestre de 2020, embora também tenha relatado um declínio surpreendente nas vendas no varejo em junho.

Ironia ou não, a verdade é que os Estados Unidos elevaram o grau de tensão com a China. O governo Trump estuda proibir viagens aos funcionários do Partido Comunista Chinês, de acordo com o New York Times. Recentemente, a China impôs restrições de viagem aos legisladores dos Estados Unidos, incluindo os senadores Ted Cruz e Marco Rubio.

Ainda nesta sessão, os investidores europeus mantiveram as atenções na decisão do Banco Central Europeu- BCE, que manteve a taxa de juros inalteradas e também o programa de compra de títulos.

A taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito permanecerão inalteradas em 0,00%, 0,25% e −0,50%, respetivamente.

O Conselho do BCE prosseguirá as aquisições  no programa de compra de ativos devido a emergência pandêmica (Pandemic Emergency Purchase Programme – PEPP), com uma dotação total de €1,350 bilhão.

O Conselho do BCE procederá a aquisições líquidas de ativos no âmbito do PEPP, no mínimo, até ao final de junho de 2021 e, em qualquer caso, até considerar que o período de crise do coronavírus terminou.

As aquisições líquidas no âmbito do programa de compra de ativos (Asset Purchase Programme – APP) prosseguirão a um ritmo mensal de € 20 bilhões, a par das aquisições adicionais de €120 bilhões até ao final do ano.

Por fim, as expectativas cresceram já com o início da reunião dos membros do Conselho Europeu, que começa amanhã em Bruxelas, para definir o Fundo de Recuperação para os 27 países da União Europeia.

Estarão reunidos os 27 líderes europeus, com a França e Alemanha tentando convencer a oposição dos chamados Frugal Four, que incluem Áustria, Dinamarca, Holanda e Suécia. O fundo é estimado em € 750 bilhões.

De volta aos mercados, as ações da Heineken caíram 1,96%, depois que a cervejaria registrou queda de 13% nos volumes de vendas durante o primeiro semestre, reduzindo seu lucro ajustado em 76%.

Na Europa, como esperado, o Banco Central Europeu manteve as taxas de juros inalteradas e não modificou seus programas de compra de ativos. O banco central já foi agressivo quando se trata da resposta da política monetária à pandemia que atingiu a economia da Zona do Euro e o crescimento mundial, com a expansão em junho do programa de compras emergenciais de pandemia, ou PEPP, para € 1,35 trilhão (US $ 1,54) trilhão).

Na Europa, a primeira estimativa para as exportações de bens da Zona do Euro para o resto do mundo em maio de 2020 foi de € 143,3 bilhões, uma redução de 29,5% em comparação com maio de 2019 (€ 203,4 bilhões). As importações do resto do mundo ficaram em € 133,9 bilhões, uma queda de 26,7% em comparação com maio de 2019 (€ 182,7 bilhões). Como resultado, a Zona do Euro registrou um superávit de € 9,4 bilhões no comércio de mercadorias com o resto do mundo em maio de 2020, em comparação com + € 20,7 bilhões em maio de 2019. O comércio intra-área do euro caiu para € 125,3 bilhões em maio de 2020, queda de 27,9% em relação a maio de 2019. Os dados são Eurostat.

Veja mais detalhes aqui

*Por Ivonéte Dainese de relatórios oficiais e com agências internacionais

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