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Ibovespa cai 4,6% na semana e 5,4% no pregão com saída de Sergio Moro

Data de criação:

access_time 24/04/2020 - 19:08

Data de atualização:

access_time 24/04/2020 - 19:08
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Depois de uma semana mais curta com o feriado de terça-feira (21), a bolsa de valores de São Paulo bem que ensaiou uma recuperação na quarta-feira e o índice flertou com os 81 mil pontos. Nas negociações de ontem, sob os ruídos de nova “dança das cadeiras” no primeiro escalão do governo Jair Bolsonaro, o investidor ficou de lado e o índice principal caiu 1,26% para ajudar a puxar a queda semanal de 4,63%.

Já nas primeiras horas desta sexta-feira, o que era “boato virou fato” e a publicação no Diário Oficial da União – DOU da exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, acabou pesando na abertura dos negócios. Mas o índice despencou mesmo e quase impulsionou novo circuit breaker por volta de meio dia  com o pedido de demissão do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Depois de tocar a queda de 9%, o Ibovespa ficou sem força e fechou o pregão recuado em 5,45% aos 75.330 pontos. O volume financeiro ficou em R$37,82 bilhões.

Nesta sessão, as ações das estatais, dos bancos, de empresas de turismo e aéreas recuaram forte.

Operaram com ganhos
Suzano ON, alta de 7,03%; Klabin UNT, alta de 1,71%; Bradespar PN, alta de 0,99%; e Vale ON, alta de 0,57%.

Operaram com perdas
Marfrig ON, queda de 0,19%; Azul PN, queda de 14,54%; Eletrobras PNB, queda de 13,17%; CVC Brasil ON, queda de 13,86%; Eletrobras ON, queda de 13,05%; e Via Varejo ON, queda de 13,32%.

Mais negociadas
Petrobras PN, queda de 5,90%; Vale ON, alta 0,57%; ViaVarejo ON, queda de 13,32%; Brasil ON, queda de 13,37%; e ItauUnibanco PN, queda de 5,31%.

Análise Rafael Panonko – Toro Investimentos

Na semana marcada pelo avanço da pandemia de coronavírus no Brasil, o mercado financeiro sentiu os efeitos que a quarentena está promovendo nas atividades e os primeiros indicadores econômicos assustaram. Entretanto, no radar doméstico ficou o cenário político, mais precisamente nos últimos dois dias. “O cenário é de muita incerteza e o driving principal de hoje foi a saída do ministro da Justiça, Sergio Moro, o que acabou colocando a pandemia em segundo lugar. Os ruídos que dão conta da saída de Paulo Guedes, também mexeram com o mercado. Porém, não acredito nessa possibilidade, mas os acontecimentos de hoje evidenciaram a interferência política do governo Bolsonaro nos negócios. Isso é ruim para todos e novamente desperta a insegurança e a credibilidade do país na visão do investidor”, disse.

Em tempos de crise de saúde pública e diferenças políticas, o que se viu foi a bolsa caindo e o dólar disparando. “ Acho que um dia como o de hoje, o ideal é manter a calma e não COMPRAR no curto prazo. As questões políticas sempre existiram e foram superadas. A doença COVID-19 vai se estabilizar porque não existem culpados. A palavra é cautela”, finalizou o chefe de análises da Toro Investimentos, Rafael Panonko.

Carteira Teórica
Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 06 de janeiro de 2020 a 30 de abril de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Itauunibanco PN (8,573%), Vale ON (8,189%), Bradesco PN (6,985%), Petrobras PN (6,617%), e B3 ON (4,312%).

Commodities

O petróleo referência Brent fechou em alta de 1,21% aos US$25,11 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI ficou em alta de 4,12% aos US$17,18 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

*Por Ivonéte Dainese

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