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Previdência Privada ganha força em tempos de pandemia

Data de criação:

access_time 07/04/2021 - 11:53

Data de atualização:

access_time 07/04/2021 - 11:53
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A pandemia de coronavírus promoveu uma série de mudanças e muita reflexão sobre o futuro neste último ano. Novos projetos entraram para os planos de muita gente e pensar em investimentos mais seguros também ganhou espaço nos orçamentos. A grande maioria foi pega de surpresa e desprevenida financeiramente, o que renovou a tese de que pensar no futuro é essencial.

“Não é de agora que as questões de finanças preocupam uma camada da população. Porém, o que nós acompanhamos nesse último ano foi a busca por garantia financeira, já que a pandemia chegou, ficou e fez muita gente olhar para o futuro. Repensar no curto prazo deixou de ser prioridade, as pessoas passaram a buscar ainda mais a segurança financeira no longo prazo e, principalmente, no momento de se aposentar”, explicou o economista e sócio-diretor da Galapagos WM, Arnaldo Curvello, para o Último Instante.

Mesmo sendo garantida ao trabalhador que contribuiu por longos anos, ainda existem muitos mitos sobre os benefícios que terão direito pelo INSS na relação com o valor de contribuição e o benefício na hora de se aposentar.

Depois da Reforma da Previdência, que aconteceu em 2019, o salto foi grande no número de pessoas em busca de uma previdência complementar. Porém, o número mais que triplicou com a pandemia atingindo o País no ano passado. Para se ter uma noção exata do que isso representa, os participantes dos planos de Previdência Complementar aberta atingiram R$ 1 trilhão em dezembro de 2020, um crescimento de 7% na comparação com o mesmo período de 2019, conforme a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – FenaPrevi.

Para esse ano a expectativa é de que esse mercado continue atingindo altos patamares. De acordo com a Federação, apenas 13,5 milhões de brasileiros possuem Previdência Privada no Brasil, ou seja, cerca de 6,5% da população.

Foi nesse ambiente desafiador que os Fundos caíram no gosto do brasileiro. “Essa é a nova forma de poupar. Muitas pessoas já estão incluindo no orçamento mensal o compromisso com o plano de previdência, que além da garantia futura também traz benefícios na hora de declarar o Imposto de Renda, um abatimento provável de até 12%. Além disso, outro ponto importante é a questão sucessória, que passa a ser também um seguro. Com o passar do tempo, esses pontos foram melhorando e tornando o Fundo de Previdência como uma das melhores opções de investimento em longo prazo”, avaliou Curvello.

Diferentemente dos investidores em fundos DI, de renda fixa e multimercado, clientes de Fundos de Previdência ficam livres da cobrança antecipada do Imposto de Renda, conhecida como “come-cotas”, o que permite melhor margem de rentabilidade.

Já a questão sucessória patrimonial é feita sem pagamento do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações-ITCMD, ou seja, se o cliente morre, não incide imposto sobre aquele rendimento.

O economista explica também que apesar de todas as garantias, a melhor forma para investir em Previdência Privada é procurar por fundos que ofereçam retornos acima da taxa básica de juros do País, a famosa Selic, predominantemente por meio de investimentos em ativos de crédito privado, renda fixa e fundos quantitativos, buscando capturar assimetrias de risco e retorno. Aliás, a taxa Selic estava nas mínimas históricas, 2% ao ano, mas já segue trajetória de alta [atuais 2,75%] e até o final de 2021 podendo ficar acima de 4%, o que torna o rendimento ainda mais interessante.

Seguindo nessa projeção de ambiente seguro para o investimento, principalmente entre os investidores mais conservadores, a gestora de investimentos está lançando o Fundo de Previdência Galapagos Baltra, em parceria com a seguradora Icatu. Em simulações feitas com ativos análogos aos que serão comprados pelo fundo, o retorno de médio prazo ficou acima do CDI + 4% ao ano com baixíssima volatilidade.

Nos últimos cinco anos, as regras de investimentos em Previdência Privada mudaram consideravelmente. Entre 2015 e 2017, por exemplo, o limite em renda variável aumentou, foram permitidas a compra de ativos indexados à variação cambial e a cobrança de taxa de performance, e ainda foram definidos os perfis dos participantes (qualificado e não-qualificado). Uma das mudanças mais relevantes ocorreu em 2020, com a expansão da parcela investida em ativos no exterior, podendo chegar até a 40% para os investidores qualificados.

*Por Ivonéte Dainese

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