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Queda de 2,25% da taxa SELIC pode afetar rentabilidade na renda fixa

Data de criação:

access_time 18/06/2020 - 16:18

Data de atualização:

access_time 18/06/2020 - 16:18
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A taxa básica de juros da economia brasileira, SELIC, foi reduzida de 3% para 2,25% ao ano, queda de 0,75%, pelo Comitê de Política Monetária – Copom, Banco Central do Brasil, na noite desta quarta-feira (17).

“Essa queda implica diretamente nos fundos de renda fixa, referenciados como DI, que aplicam percentuais próximos a 100% do patrimônio em títulos públicos, no qual podem render cerca de 2,25% ao ano, sem conta a taxa de administração”, explica Paulo Cunha, sócio fundador da iHUB Investimentos.

Para exemplificar esse cenário econômico, o profissional explica que se há uma taxa de administração de 1% a.a, ao subtrair 2,25% dos rendimentos, o percentual de rentabilidade pode chegar a 1,25% ao ano. “Nesse momento é importante se atentar ao percentual da taxa de administração que os fundos DI cobram, para não cair em um cenário rentável próximo a 0%, podendo ser comparado com um rendimento até abaixo da poupança”, comenta Cunha.

O mercado prevê mais um corte na taxa SELIC, cerca de 0,25%, com previsão de terminar o segundo semestre com taxa próxima a 2%. “Caso esse cenário aconteça, teremos um juros extremamente baixo, no qual afeta diretamente a renda fixa, que ficará ainda menos atrativa para os investidores”, finaliza Cunha.

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